segunda-feira, 9 de junho de 2008

AINDA VIRÁ NOITES

Já é tarde e noite cai bruscamente
No ar pairado sob cabeças repletas de imaginação.
Não é o momento de se atirar ao mar,
Ainda virá outras ondas,
Ainda virá noites.

SECAS VIDAS

Nessas secas matas esquecidas pelos os senhores que se intitulam ser ‘Deus da terra’,
Um ser - humano qualquer para sobreviver dia-a-dia tem que afogar as magoas em um copo de cachaça junto com a tristeza, sentado sóbrio na calçada amargando a ressaca do abandono.

CONDENADO

Estou preso, acorrentado / condenado
A um sentimento maquiavélico,
Ardido repleto de dúvidas,
Cabível a doutrina de qualquer um.
Não digo isso pelo o simples prazer de dizer,
Não tenho essa audácia.
Apenas pensei que como esse país tem boca solta
Até mesmo condenados poderia se expressar.

IZABEL E O ABRIDOR DE CANCELAS.

Não cabe mais sofrimento no vocabulário do pobre abridor de cancelas. Cansado, faz-se de sua miúda vida rodar de sol a sol bravamente tendo descanso apenas nos poucos momentos quando vagueia pela lembrança e lá acha a figura de uma linda moça de nome Izabel que passou por ali uma única vez e fez o inverno chegar mais cedo no coração do bom rapaz, desde então ele faz plantão todos os dias abrindo as cancelas na esperança de revê-la mais uma vez, de sentir aquele cheiro de flor da manhã.
Pra ele essa é uma paixão de mil anos, por ela esse é um amor desconhecido.

CASO VENHA, CASO NÃO VENHA

Caso venha,
Avise para evitar as inseguranças
Causadas pela surpresa da sua chegada.

Caso não venha,
Deixe tudo como está
Enquanto ao redor as coisas se sufocam
na espera agonizante do toque da sua mão
na campainha.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

EM VÃO

Gritos da madruga que não querem acordar
Veste seus vestidos conjugais
Descem rua abaixo
Por baixo do céu
Perdem sua defesa
Se revoltam, não tem razão,
Descalços em pés finos ardem feridas esquecidas.
Pela segunda vez se revolta não dou-lhe a razão,
Como não fosse o bastante tudo foi em vão.

DIA SEGUINTE

Quando o sol chegar pela manhã atrevido como sempre
Entrando por portas com toda a liberdade de um conhecido sem nenhuma educação,
Você deita na cama box e ainda de baby - dou quase dormindo / quase acordada, verás então que nem tudo foi perdido /acabado nas poucas explicações Desordenadas que só hoje quase que 20 horas depois percebi que não dizia absolutamente nada.

Mera tolice,
Causa inexistente quem sabe,
o certo é que hoje tudo continua.

PRO MAR EU VOU SAMBAR


Pro mar eu vou,
Vou sim pro mar sambar
Sambo maracatu,
Bordejo ciranda,
Quebro coco na roda
E se possível for
Me transformo em condor
E lá no céu, juntim ao padim
Cochichando com são José
Proseio com Frei Damião
Pra nas nuvens de algodão
Sobre a face da lua
Poder sambar.