segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

MEMÓRIA DE BILHETE

Quando lido nos diz
Quando guardado se cala
Quando rasgado se esquece.

NÃO LEMBRA UM...

Poema ladeado, nem por isso pensado foi,
nem por isso deixa de ser ou seguir,
nem por isso deixa de ser um poema com suas belezas e tragédias,
letras embaraçadas pisado sem Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si,
pisado na afinação das suas letras.
Custa surgir, custa.
Custa acreditar que é um poema, não lembra.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

UM DIA MAR / OUTRO SERTÃO

Ei de ser mar, secar, virar sertão.
Ei de ser sertão, encher, virar mar.

VIVA O CIRCO

Palhaço
Gargalhada
Riso
Marmelada
Tombo
Lona
Pipoca
Picadeiro.

Viva, o circo chegou.

DESAPARECIDO

Meu nome?
Esquece
Esse não é mais eu.

EU DOM CASMURRO

Tenho a certeza da verdade
Me mastigando
Me Retorcendo
Me ansiando
Me vomitando.

E nesse balanço de inda e vindas sou forçado a crêr na mentira.
E tenho a razão, mas fico com a solução.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A NOITE SEM LUA

As noites estão com tons estragados muito calor viola desafinada roupa velha meninas andando com meninas e meninos falando de futebol, o cheiro de cerveja quente é o perfume que se sente e fica uma certeza, a noite está brigada com a lua.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

FIM DE ARTES

Descolorindo a paisagem
Lhe roubando os contrastes
Rasgando a tela
Borrando a chuva.
O que resta são apenas rabiscos em branco sem contornos e assinatura.

ESCOLHAS

Dure o quanto tiver que durar essa história que insistimos em chamar de amor, eu não estou fazendo nada mesmo, não tenho pressa pra viver, deixe o tempo se alongar se esticar bastante se alongue você também e viva o momento, deixe pra se arrepender depois já que não dá pra fazer isso agora.

POR DENTRO DA GUERRA

Agora, com o coração bombardeado de palavrões
E o corpo suportando o peso de duas pessoas por está dividido.
Não consigo chegar a lugar nenhum muito menos refletir encontrar respostas para uma permanente calma nesse campo de guerra dentro de mim.

RESPEITÁVEL PÚBLICO

É cênico esse lugar
Mais uma trupe que vem chegando
Cortejando o povo nas calçadas praças e casas
É cênico o pó nos rostos dos atores dando-lhes outra identidade uma nova face.
A expressa pregada no rosto do público aflito em conflito sem saber o que vai acontecer
A sonoridade, os carros passando
A peça se findando e o circuto de gente se desfazendo.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

SUJEITINHO

Não sou mais aconselhado muito menos conselheiro, a idade não me permite.
Não sou mais guiado por estrelas do Norte ou a constelações do Sul brilhantes naquele céu trajado de luto.
Os erros não me permitem mais.

QUEM CASA QUER ALMA

Alma
Frágil alma,
O teu acolhimento me serve de semblante
A tua sombra me serve como água
A tua alma me serve como roupa
E o meu corpo te serve como casa.