Vento soprado sem esforço algum
Olhando velhas fotografias
Porta ringindo abrindo
Porta ringindo fechando
Nada pra afetar a fé
O silêncio dando tons de preguiça
E nada parece ter pressa o que faz com o dia se estique mais ainda.
Uma xicará de café tomada
Fumaça de um cigarro apagado
Cadeira se balançando
O tempo não passando
Duas cabeças quatro olhos espiando pro céu
Vovô amassando o chapéu
As nuvens se encaminhando se juntando
O vento soprando com frieza
Balançando as roupas estendidas no quintal
Todos entrando na casa por causa da chuva
Mãe mandando que todos durmam
E Nada da noite chegar.
Fedor de cachorro molhado
Os pingos da chuva molhando as telhas
Rádio velho na mesa da sala ligado
Cabra berrando lá longe
Lenha queimando no fogão
Casos sendo contado
E nada parece sair do lugar
Tudo continua lá como estava como esteve e como sempre vai estar.