quarta-feira, 15 de maio de 2013

SE SUMO

O silêncio se torna o maior tormento nessas poucas mas, porém longas horas em que sua presença se torna ausente e tudo ganha espaço, cada vez maiores.
Tudo parece ir com você até onde você for.
Tudo parece ser você /  Tudo parece está em você.

Enquanto
                pareço
                            diminuir
                                           gradativamente.

BASTAS

Amor,
ainda / que / pouco / fostes,
Já é o bastante.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

RETIRO

No fim
Sobra EU
uM RestO DE saudade,
Uma cadeira velha
E Uma cabeça pensando
Pensando
Pensando...

NASCIMENTO II

...E assim me fiz verso
solto
criado
escrito
Amassado,
Porém, nunca apagado.

SE FEZ

Vontade de escrever o que nunca escreví mas, como?
O que?
Bem, acho que já escreví.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

CONTO AZUL

A cidade perdeu se na idade o seu volume e estrutura corporal
depois a nominal
mais tarde causal,
e por fim deixou se de ser metropoli.
Sem espaço pra ir e vir.
Sem ruas,
números
endereços.
Se desconstruíram
desmontaram se
tijolo a tijolo
poeira a poeira.
Modernidade há tempos passou só de passagem por aqui mas, logo foi se embora, não viu coisas atrativas por essas terras.
E acabou se acabando como toda terra que se preza,
virando mar.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

SUMIR (AR)

E TUA VOZ
CHAMANDO MEU NOME
TÃO ROUCA
TÃO POUCA
MEU DEUS
QUASE NÃO DÁ PRA SE OUVIR.
DISTANTE
CADA VEZ MAIS
ATÉ
SILÊNCIAR.

LÁ SEM O SENTIDO

Antes te ví todo cheio de cor
Hoje te enxergo apenas em duas cores Preto e branco
Mas mesmo assim ainda te vejo
De longe, te vejo.

SÍLABAS DO NOME (TRECHO DO QUE NÃO DIZ)

Jás não mas Me cabe em mim a mim o Eu de antes, vinde agora do longe de tempos previstos como esquecidos trazendo com força e vigor sua vingança sem sangue mas pórem cheia de palavras amarguradas contidas não detidas com empurrões seguidos de cuspos e olhares vermelhos de ódio e pleno rancor sem cor chegado hoje cedo antes do acordar, chegar, expulsar o Meu Eu até então presente julgado no preterito perfeito estudado arduamente nas noite de cansaço e pouca luz.
Não, entregarei ao Eu este meu Eu¹ físico mental revelante a qualquer termpo ou espaço que venha agora a vigorar sobre novas condutas e papéis rabiscado. Me tenho hoje como único. Fui aos pouco me constuíndo enquanto Tu que julga e quer de qualquer formas se tornar por mais uma vez Eu em minhas roupas e dias, ficava pra trás, juntando migalhas a cada vez que caía, foi duro chegar, foi duro crescer, crescí, cheguei, aqui estou, aqui Eu sou. Aqui Eu Sou. E seja você apenas o que é, um reflexo.

Eu¹= Eu do presente.

IMAGEM DA INTERNET