quinta-feira, 13 de junho de 2013

TOME O

Antes que o mais tarde seja /venha a surgir  /chegue, pegue o seu pedido de desculpa e o dê aquém achar que o seja merecedor.

SE DES -LIBERTA-SE

Samuel não queria se prender,
Queria sim ser o verdadeiro ar da liberdade.
Uma vez não quis mas encontrou um belo par de olhos e um sorriso disfarçado perdido solto em um dia qualquer que não lembro a cor. E preso a eles estava sua verdadeira liberdade.

RELATIVIDADE GRADUADA

Incito em pluralidade baixa adesão da saudade em um espaço curto que sufoca só de se olhar.

CUSTO DE UM COPO

De novo me vejo engolido por embriaguez na companhia de copos esvaziados me enchendo plenamente aos desprazeres da ressaca de uma vida em garganta seca, e tempo perdido nunca mais ressuscitado. Assim me vi quando quebrei todas as regras / promessas e me atrevi a olhar para o ontem.

ASAS

Deixe se flutuar.
Levar se...
E veja como é grande o vazio quieto do céu.
Sem peso
Sem nome
Sem sembra.
Imenso.

POEMA DEITADO

Diretrizes ângulos meio medida uma saída. Logo mais um por favor.
Acabou se a dor. A hora. A água na torneira. As portas que não cabem uma geladeira.
O barulho ao fundo é uma vida vivendo um dia um segundo já a segunda hora. Disse lhe que não queres ir embora, mas, preferiu voltar e não ficou nem partiu se repartiu.

VELAS EM BOLOS

Daqui a um ano,
mais um ano.
Outro tempo,
A mesma vida.

AINDA QUE JULGUEI

Poetas não morrem.
Não são enterrados.
Sempre os encontramos por aí em bancas de jornais. Nas dores.
Quase sempre nas palavras.
Mas, lugar fácil mesmo de encontrar um é nas noites, nas brisas, principalmente nas estrelas.

TOM DE MORTE

Me atira um tiro de fogo
A morte chega na hora errada,
Era cedo / era dia  / meio dia,
Meu corpo ao chão
Minha alma chora
Enquanto a notícia começa a ganhar pernas e correr.

domingo, 9 de junho de 2013

Ó AMADA PÁTRIA MINHA

Terrinha boa, matuta, 'miúda'. Vendo em ti as cores em cada lugar acertado e a noite quase chegando da uma preguiça, e  os olhos se enchem de lembranças e se derrama em saudade.