segunda-feira, 26 de novembro de 2007

SE AMAR FOSSE O SUFICIENTE

Se amar fosse o suficiente
Não existiria decepções, tristeza, lágrimas saudade.

Se amar fosse o suficiente
Não existiria reclamações e o tempo todo era dedicado aos que se amam.

Se amar fosse o suficiente
Não existiria partida, morte, fim ferimento.

Se amar fosse o suficiente
Não existiria dor, percas, arrependimento brigas.

Se amar fosse o suficiente
Não existiria o acaso, e o destino seria uma extensa linha reta.

Se amar fosse o suficiente
Caminharíamos juntos na mesma estrada na mesma direção sem rumos distintos.

Se amar fosse o suficiente
Ninguém trabalharia, vivia de amor, passava os dias de suas vidas sentado em uma cadeira na varanda de uma casa vendo o sol se pôr e nascer na companhia da pessoa amada.

Se amar fosse o suficiente
Não existiria poetas.

(POETA KARU)

MIL RAZÕES PRA NÃO TE PERDER

Perder você significará voltar ao inicio de tudo, significará voltar a ser o outro eu, isso eu não quero.

Perder você significará rasgar as cartas que você me mandou, queimar os presentes apagar tudo, isso eu não quero.

Perder você significará morrer bruscamente da pior forma que possa existir, isso eu não quero.

No fim de tudo te Perder significará sofrer, e isso eu não quero.

(POETA KARU)

sábado, 24 de novembro de 2007

SOFÁ

A distância se fez errante nas mais próximas
pelejas das sensatas tristezas comovente,
onde o drama não vem a ser nenhum vilão
não apaga a chama dos amantes, ao contrário ele une em um sofá
perante o claro da tv os abraços que antes descontentava
em náufragos sem nenhum pressentimento a separação da distância mínima,
impossibilitada pelo o orgulho, alí no sofá.

O SOFRIMENTO É SEMPRE IGUAL

A cada vez que julguei amar

Sofri, no canto do quarto de frente

com a porta fechada.

Da mesma forma em que os outros homens.


A cada vez que julguei amar

Cresci, ganhei 42 anos de amadurececimento

fiquei mais velho que o meu pai.

Da mesma forma em que os outros homens.


A cada vez que julguei amar

me perdi, vaguei solto por aí sem noção

sem noite sem vida sem endereço.

Da mesma forma em que os outros homens.


A ultima vez que julguei amar

Da mesma forma que os outros homens

percebi que o sofrimento é sempre igual.


sexta-feira, 23 de novembro de 2007

BRANCA NEVE DE SOLIDÃO

O frio da neve branca me faz sentir só...
Quem me explica essa dor?

Me vejo em um universo paralelo,
quase sumindo, estancado...
no instante em que me vejo....só.
Quem me explica essa dor?

O reflexo dos pingos forte da tristeza
que ás águas traz faz com que
Eu me veja a cada pingo uma vez mais... só.
Quem me explica essa dor?

A cada vez que me vejo só,
vejo tambem que essa dor não tem explicação.
(POETA KARU)

DOU-LHE

A ti, ó minha amada
dou-lhe toda a minha pobre vida
rica de amor,
recheada de sofrimento
verde de história.

Dou-lhe a minha alma,
transparente,
sem valor algum,
Só vestida de bondade
e sonhos.

Dou-lhe os meus dias,
sofridos,
alegres,
vivos, ´
com sol,
sem sol,
mortos.

Dou-lhe uma certeza,
que em meio a essas pobres coisas
o meu amor é sincero e puro,
pois junto a ti as riquezas perdem seu valor
e o nosso amor se frutifica de riqueza sentimental.

Dou-lhe uma voz pra te dizer Te amo
e um coração, para junto ao teu bater no mesmo compasso
sob o mesmo céu, no mesmo instante ó minha amada.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

QUANDO TUDO ACABA

Uma última estrofe...
Um último trecho...
Um último verso...
Uma única palavra...
E tudo se finda,
Tudo se acaba.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

63 ANOS DE TRISTEZA

O pinicado sonoro se some na noite escura,
Desce riacho seco, Sobe ranchos,
Entra nas casas mais distantes,
Embala qualquer ouvido normal Aos pés da fogueira.
Será um grupo de seresteiros?
Não, é um homem só de mil toques,
Um senhor já velho de feição triste
Tocando seu violão para afastar a tristeza de 63 anos.

TERREIRO ENCANTADO

Lenha, para a fogueira Que quer se apagar;

Viola, para anoite Que teima em não adormecer;

Cigarro, para passar o tempo E alimentar o vicio;

Estrelas, para enfeitar o terreiro E alumiar os olhos;

Fotos, muitas fotos Para que nunca suma das cabeças Esse momento.

TRISTE BELO RAIO DE SOL

Como é belo esses raios de sol
Que logo cedo aponta por trás do boqueirão da serra,
Desapontando a esperança de toda a nação nordestina
Que vê suas forças morrer todas as vezes
em que os belos Raios de sol aponta por trás do boqueirão da serra.

UMA CANÇÃO

Não sei se era bolero ou samba,
Nunca fui bom de ouvido não tão pouco de cama.
Mas mesmo sem esse dom consegui interpretar
A melodia de cada nota e as curei,
Dando-lhes um ritmo e as transformando em canção.

SEM MUITAS RESPOSTAS

Quem te levou ao mar
sabia que tu não nadavas.
Então me pergunto: Porque te levar?
Qual o objetivo?Qual é o propósito?
E eu a te respondo:Não sei!
E então lhe dou as costas
E ganho um oceano todinho pra apreciar.

TE BATIZO

Que seja Maria o teu nome,
Pois outro lhe caíra tão bem
Não combinará com essa forma meiga
Em que teus lábios se abre quando quer falar,
Não combinará com sua voz rouca
Que se liberta das cordas vocais
Purificando a poluição dos dias
Fazendo esquecer até as dividas do mês
Anota em uma caderneta,
Não combinará com seu olhar curioso
Sempre atento às coisas que a rodeia.
Tudo em você ó Maria concebida de perfeição
É muito lindo.
Se não Maria,
então me diga, qual outro nome
Se identifica perfeitamente com todas essas qualidades?

O TEU OMBRO

Mais uma vez adormeço em teu ombro
Que tantas vezes me acolheu como um refugio, um esconderijo.
O cansaço é impertinente sempre nas noites de conversa,
E seu ombro é aconchegante malicioso, não resisto me atiro a ele Com toda força que resta mesmo com o cansaço que nunca acaba, Espero que o seu ombro também não.

PROCEDENTES DO TEMPO

O tempo Constrói
Destrói,
Equaliza
Desliza,
Aponta
Desmonta,
Organiza
Centraliza,
Anda
Demanda,
Favorece
Aquece,
Espalha
Atrapalha,
Graúda
Ajuda.

QUANDO OS HOMENS DORMEM

Quando os homens dormem,
tudo anda,
tudo fala,
Depois que todos dormem.

Tudo voa,
Tudo vive,
Depois que todos dormem.

Tudo rasteja,
Tudo Enrica,
Depois que todos dormem.

Tudo se acaba,
Tudo se desfaz
Depois que todos acordam.

DESISTO

Traga-me, ó cigarro.
Pois estou habito ao desastre que a vida venha a me proporcionar.

Embriagar-me, ó copo.
Pois hoje preciso me camuflar de cotidiano e me fazer de árvore.

Matar-me, ó faca.
Pois eu como poeta sofredor, não quero mais viver, não posso continuar vivendo dessa forma carregando em um corpo duas identidades corroídas por uma dor, por uma paixão.

ALMA TIRANA

Uma alma adulta em seu abuso se diz tirana. Discordo plenamente e em tom de afirmação digo que tirana mesma é a caminhada enfrentada bravamente pelos pés cacigante que carrega de uma só vez nos ombros o corpo e a alma.