sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Melancólicas canções

Doce, doce melancolia das canções
Cada vez que as mesma vêem soar em sopros de brisa aos ouvidos e se tem a mão de distância um litro de vinho velho, de marca, ou sem rótulo. Não tem jeito, de alguma forma volta a bater forte as lembranças que adormecia por baixo das novas alegrias, e hoje alguns anos depois desperta/retorna junto com as melancólica canções espedaçando a alma em farelos pequenos, ferindo sem dó o nome de cada homem. Maquiavélica, vingativa como hoje, ontem como sempre.
Antes fosse ondas, sempre regressam a praia, pode custar o tempo que for, mas sempre acabam voltando e ao contrário das melancólicas canções elas não ferem, não,
Elas não ferem.

Essa saudade que não morre

É pena que não se mata a amargura poderosa da saudade com uma simples fotografia encostada de contra ao peito esquerdo.
Se fosse fácil assim todas já estariam mortas ha muito tempo, em extinção assim como alguns animais, sem causar nenhuma das muitas tristezas incômoda.

Menina chamada felicidade

Vejam a felicidade vejam,
pulando, correndo solta ao sentir o frescor da liberdade dos campos indo de contra ao seu rosto balançando em saltos os cachos dos cabelos sem buscar pra si nenhuma direção que atrapalhe a sua intensa alegria de criança.
Vejam a felicidade vejam,
sem ter um pingo de preocupação com a hora de ir, com os compromissos agendados postos na porta da geladeira, que a faça parar.
O engraçado é que parece que ela não envelhece, a cada dia que passa estais mais jovem e bela essa menina chamada felicidade.

Memória

Memórias partem
Memórias nascem
se deixam por si só,
por apenas partir
Por querer
ou
por
obrigação,
Vá,
Vão
Sem se dar conta das procedências
inúmeras
in contais
inesgotável
in.

Curtas, prolongam na procurar das conversas,
diálogo momentâneo impregnado em qualquer palavra dita nas rezas dos seus devotos
se arremessão
se costuram
se amarram.

Costumes lhes favorecem, transcendem virando sentido na forma de se expressar.
Quem diria,
Mias tarde haveria a falta de assunto indicando o fim que se aproxima.
Com o fim, tudo começa a se transformar em Memória.

Liquido

Amar dês amar
Julgar
Escolhas...

Dar a primeira passada...

E se permita com os calos, sorrir ou quem sabe chorar pra toda eternidade dos séculos. Fruto do agora, releituras sub-julgadas pra fora do ontem sem espelho. Passado que não se contém com as moedas lhes dado por alguém que por ali passava.
Sujeito qualquer que não cabe nesse poema,
Não desta vez.

Pensamentos plurais não cabem mais no bolso da alma,
água...

Quem viu?

Ninguém,
ninguém sabia, ou se sabia não se importaram com mais nada.

Charlatona ventania

Agora a pouco tudo estava na vagareza de uma terça-feira, e eu lendo alguns poemas, fazendo e refazendo alguns cálculos só pra passar o tempo.
Respeitando o espaço as proporções das coisas, cada um em seu devido lugar.
Só pra passar o tempo.
Isso antes de você chegar,
Assanhar o meu imaginário / meus cabelos
Amassar minha camisa fazendo-me de refém e depois some.
Banha minha boca só com o suor da sua
Aranha minha pele em arrepios com o toque dos doces porém quentes sussurros, roça meu corpo no teu com toda delicadeza, pra depois sumir.
Odeio suas propagandas enganosas charlatona.
Amo os raros momentos que você se livra da realidade do seu pregador e se deslumbra como louca assumindo uma identidade oculta.
Até então escondida
Audaciosa
Fingida.
Na Inquietude, eu fico, sem estrutura, sem chão, recolhendo a goles secos as folha espalhada pela sala
E tento retomar os cálculos raiz quadra, soma, divisão, mais não adianta, não consigo, a verdade é que não encontro e nem encontro nas coisas que faço,
Perdi todo o contexto /concentração em meio a esse furação que sabes lá quando passará por aqui e em você de novo.

Se vais

Se vais mesmo?
então embala suas lembranças separada das minhas,
cada um em seu lugar suas roupas / as minha.

Se vais mesmo?
vá pra longe...
e me leve pra distante de você.