sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Charlatona ventania

Agora a pouco tudo estava na vagareza de uma terça-feira, e eu lendo alguns poemas, fazendo e refazendo alguns cálculos só pra passar o tempo.
Respeitando o espaço as proporções das coisas, cada um em seu devido lugar.
Só pra passar o tempo.
Isso antes de você chegar,
Assanhar o meu imaginário / meus cabelos
Amassar minha camisa fazendo-me de refém e depois some.
Banha minha boca só com o suor da sua
Aranha minha pele em arrepios com o toque dos doces porém quentes sussurros, roça meu corpo no teu com toda delicadeza, pra depois sumir.
Odeio suas propagandas enganosas charlatona.
Amo os raros momentos que você se livra da realidade do seu pregador e se deslumbra como louca assumindo uma identidade oculta.
Até então escondida
Audaciosa
Fingida.
Na Inquietude, eu fico, sem estrutura, sem chão, recolhendo a goles secos as folha espalhada pela sala
E tento retomar os cálculos raiz quadra, soma, divisão, mais não adianta, não consigo, a verdade é que não encontro e nem encontro nas coisas que faço,
Perdi todo o contexto /concentração em meio a esse furação que sabes lá quando passará por aqui e em você de novo.

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