sexta-feira, 19 de junho de 2009

DÊS AMADO

Constrangido, não sente vontade de erguer a cabeça, anda desde então com suas duas mãos no bolso, chutando latinha, dialogando com as dúvidas seus porquês.
Nunca ergue a cabeça para olhar pro horizonte, não se tem um horizonte, nunca vê nada além dos seus pés.
Não cria novos caminhos não quer caminhar.
Esquece do seu nome, e acaba esquecendo de existir.
Morre. Futilmente. Como suas palavras, todas elas, vazia.

Um comentário:

Arthur disse...

um "dês amado", independente do quer que tenha acontecido ou venha a acontecer, sempre terá em si a força de amar, e isso que verdadeiramente importa...

Foi e sempre será como "dez amando"...