O vento não me deixa ouvir as palavras.
Os livros revoltados gritam de longe, atirando letras em todas as direções.
Decibéis de pontos.
Quilos vírgulas.
Montanhas de palavrão.
Nada ultrapassa a barreira do vento.
Talvez até ultrapasse mas eu não as vejo, do que adianta.
Só agora percebo que o meu ouvido não sabe ler.
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