domingo, 24 de janeiro de 2010

SEU JONAS

A neblina esconde sem querer e por não perceber, o semblante de um homem antes vigoroso astuto e convicto, tanto nas suas palavras que eram ditas com força e gestos chamativos, como nas suas ações, andava sempre de cabeça erguida nariz acima de tudo quase tocando as nuvens.
Um senhor romântico desses que ainda manda flores com cartõezinho todo ele perfumado com poema, para sua amada. Ainda era ele sistemático, a verdade era do seu jeito e pronto, não havia quem o insultava. Respeitava e era respeitado. Seu Jonas é seu nome por aquelas ruas chamado.
Mas hoje não, vive se escondendo por baixo de um chapéu e um charuto cubano e cabeça baixa, não conversa com ninguém, se trancou com a vida. Amargurado, ele sente o quanto pesa a dor de uma decepção.

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