sexta-feira, 30 de abril de 2010
LEITO
O poeta consegue esconder suas fraquesas dúvidas e anseios por trás de um nome, e como quem nada quer as trasnformam em um misto de livro verdade e fantasia. Fazendo com que haja conflitos frustantes entre eu e eu mesmo, que de 'besta' me deixei levar por suas palavras.
NOVOS CONTOS
... Aposento os livros, as canetas, as folhas a serem rabiscadas, a escrivania.
E passo a ser personagem da minha própria história.
E passo a ser personagem da minha própria história.
terça-feira, 27 de abril de 2010
O FESTIVAL CHEGOU
Ladeiras ladreadas
Ruas com casas
casas na rua estreitadas
Pequenas ruas apertadas
E nela um cortejo colorido congestionando as calçadas, as janelas de gente com seus olhares maravilhados e ao mesmo tempo espantado com tanta figuras estranhas, com alegria estampada no rosto, uma alegria tão imensa mais parece que estão indo para o céu.
Ruas com casas
casas na rua estreitadas
Pequenas ruas apertadas
E nela um cortejo colorido congestionando as calçadas, as janelas de gente com seus olhares maravilhados e ao mesmo tempo espantado com tanta figuras estranhas, com alegria estampada no rosto, uma alegria tão imensa mais parece que estão indo para o céu.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
ALUCINADO
A noite em delírios implora teu nome, o sabor da tua carne assanhando os lençóis, desorientando o tempo.
O cheiro do teu perfume perturbando ainda mais a mente inconsolada.
Isolado na cama, permaneço alucinado.
Sem durmir, sem acordar.
O cheiro do teu perfume perturbando ainda mais a mente inconsolada.
Isolado na cama, permaneço alucinado.
Sem durmir, sem acordar.
sábado, 24 de abril de 2010
3° OLHAR
A arte não foi feita pra ser entendida logo à primeira vez, assim não teria graça, não fugiria do normal, não chamaria de arte. A arte se torna uma coisa intrigante porque mesmo depois do ponto final deixa reticências, coisas pairada no ar, perguntas.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
POESIA SEM RIMA
Poesia sem rima
Não nasce sem mais nem menos
Não vem de Vênus,
Não nasce no poente
Mas se põem no nascente,
Não nasce apenas na boca
É curta jovem é louca,
A poesia sem rima é barroca
Na boca trancada fica rouca,
É predestinada
Feita no cabo da inchada,
Fluindo com uma flor flui da terra
Arranca o miolo da guerra,
Mistura arroz com milho
Enche bucho do filho,
E morrer por vez.
Poesia sem rima
Nasce sim um cadim por vez
Uma cadim por dia
Um cadim por linha
Um cadim por saber
Nasce de um bem-querer
Que se quer, se quiz
Nasce como o sol aos pouco,
Rasgando a noite pra virar dia.
Poesia sem rima
Não tem rumo que o pare
Nem verbo que o estrague
A poesia sem rima é um poema aberto
Abrido a força pela educação bem estudada
Apurada, revirada na escola.
Não nasce sem mais nem menos
Não vem de Vênus,
Não nasce no poente
Mas se põem no nascente,
Não nasce apenas na boca
É curta jovem é louca,
A poesia sem rima é barroca
Na boca trancada fica rouca,
É predestinada
Feita no cabo da inchada,
Fluindo com uma flor flui da terra
Arranca o miolo da guerra,
Mistura arroz com milho
Enche bucho do filho,
E morrer por vez.
Poesia sem rima
Nasce sim um cadim por vez
Uma cadim por dia
Um cadim por linha
Um cadim por saber
Nasce de um bem-querer
Que se quer, se quiz
Nasce como o sol aos pouco,
Rasgando a noite pra virar dia.
Poesia sem rima
Não tem rumo que o pare
Nem verbo que o estrague
A poesia sem rima é um poema aberto
Abrido a força pela educação bem estudada
Apurada, revirada na escola.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
SOPRADO
Amor suado
Amor amado.
Amor salgado amor
Suor amargo provou
Amado vento secou
O corpo suado do amor.
Amado de se ir
Amor de se ir pra se deixar
Deixe o vento te levar
E o vento levar as águas e te banhar
Deixe que seja suado o amor
Que o vento banhou.
Amor amado.
Amor salgado amor
Suor amargo provou
Amado vento secou
O corpo suado do amor.
Amado de se ir
Amor de se ir pra se deixar
Deixe o vento te levar
E o vento levar as águas e te banhar
Deixe que seja suado o amor
Que o vento banhou.
CABEÇA NO LUGAR
Por horas eu aguardo, mão na cabeça , cabeça pensante um lugar pra se ir levado pelo instante ao momento certo, certo de se voltar como onda onde a onda haja mar. Jangadas voando remadas pelo vento em marolas pequenas subindo e afundando, um olhar observando, a jangada se distância, se achega e depois de muitos destinos errados descobre que o ponto de partida é o seu lugar.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
A MARCA DO BEIJO
O teu beijo morena é por mim sempre lembrado
no horizonte distante e temperado,
repleto de várias cores
verde quarto quarto flores,
desenhado na rica tarde
calado viro frade,
vejo a tristeza indo embora
a porta se abre em boa hora
trazendo você com ela.
no horizonte distante e temperado,
repleto de várias cores
verde quarto quarto flores,
desenhado na rica tarde
calado viro frade,
vejo a tristeza indo embora
a porta se abre em boa hora
trazendo você com ela.
domingo, 11 de abril de 2010
UM LUGAR PRA SE FUMAR
Uma janela alta no 5º andar do prédio pra fumar,
pensamento e fumaça ganhando distância,
cotidiano pra se admirar e não pra se viver.
O cigarro tem esse poder lhe transporta para outro lugar vários ao mesmo instante a cada tragada vázia esvaziando a vida.
pensamento e fumaça ganhando distância,
cotidiano pra se admirar e não pra se viver.
O cigarro tem esse poder lhe transporta para outro lugar vários ao mesmo instante a cada tragada vázia esvaziando a vida.
sábado, 10 de abril de 2010
TRÊS HOMENS
Três homens sentado na calçada
dois dos três conversando
o terceiro só fumando
a prosa vai rolando
e os dois não se calam.
Três homens sentado na calçada
um coça a testa
outro cruza a perna
o outro risca a terra
e os dois não se calam.
Três homens sentado na calçada
dois estão de chapéu
um olha pro céu
o primeiro se chama Miguel
e os dois não se calam.
Três homens sentado na calçada
assuntado a situação
de sua pequena região
e possíveis transformação
e os dois não se calam.
Três homens sentado na calçada
dois falando de novela
o segundo não gosta da "Bela"
muda de canal quando vê ela
e os dois não se calam.
Três homens sentado na calçada
Raimundo o segundo dos três
fala do Vasco o freguês
perdeu para o Flamengo de três
e os dois não se calam.
...
dois dos três conversando
o terceiro só fumando
a prosa vai rolando
e os dois não se calam.
Três homens sentado na calçada
um coça a testa
outro cruza a perna
o outro risca a terra
e os dois não se calam.
Três homens sentado na calçada
dois estão de chapéu
um olha pro céu
o primeiro se chama Miguel
e os dois não se calam.
Três homens sentado na calçada
assuntado a situação
de sua pequena região
e possíveis transformação
e os dois não se calam.
Três homens sentado na calçada
dois falando de novela
o segundo não gosta da "Bela"
muda de canal quando vê ela
e os dois não se calam.
Três homens sentado na calçada
Raimundo o segundo dos três
fala do Vasco o freguês
perdeu para o Flamengo de três
e os dois não se calam.
...
sexta-feira, 9 de abril de 2010
O CASAMENTO DO MEU AMIGO
Meu amigo se casou
o coitado se deu mau
a sorte dele foi ter casado no civil
se serviu bem, se num serviu, tchau.
o coitado se deu mau
a sorte dele foi ter casado no civil
se serviu bem, se num serviu, tchau.