sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

COM TUDO CRESÇO


És merecível a chuva
Pra quem dela gostar
Nela andar
Por ela se molhar,
Nela se encharcar
Nela se correr
Dela se esconder / não se proteger
O seu medo perder encontrar nela um encanto
Risos molhado quase afogados nas poças nas ruas. 

ÚNICO QUE SE SEJA

Eu quero ser apenas uma boa companhia,
um bom papo nos fins de tarde, 
um bom caminho pra se caminhar, 
uma mão pra se segurar e sentir-se seguro.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

ME FIZ.

Sou
Um tantinho saudade...

E o resto. Solidão.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

QUANDO OS LÁBIOS SE TOCAVAM. (UMA TRAIÇÃO A CADA TOQUE)


Teus lábios passeavam nos meus,
Teus pensamentos já estavam bem longe mesmo antes de acontecer,
Teu coração batia em outro coração,
Eu ali, me deixava levar pela a traiçoeira ilusão.
O que tornava tudo mais rude, era o fato que eu sabia onde cada órgão e sentimentos seus estava, e naquele momentos eles não trabalhavam em função do seu corpo.

ADJETIVO SUJEITO

Em uma realidade,
a sua,
Um homem.

Em suas palavras
Um poeta.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

POR SER


Eu só sei de uma única coisa, uma única certeza, gosto de está com você.
Não é porque com você eu me sinta a melhor pessoa do mundo, a mais especial.
É simplesmente porque com você posso ser e sou Eu. 

domingo, 25 de novembro de 2012

SOU INTERINA SAUDADE


Estou com saudade (s) daquelas que não se mata com beijos abraços, 
nem corpo ao corpo nem presença, daquelas que não se explica, 
daquelas que não há como matar.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O MAU QUE MAU ME QUER


No fim de tudo buscamos apenas um alguém.
Um alguém que seja nossa casa, um aconchego;
Uma tranquila e serena paz nos dias mais inquietos;
Uma saudade antes de partir, uma partida quando chegar;
Um favor na preguiça, um perdão no erro;
Uma preocupação a mais em nossas vidas;
Uma certeza rodeada pelas sombras da incerteza;
Um segundo valioso entre as horas;
 Um bem, que traga consigo o bem e também o mau, a raiva dentro de nós;
Um adeus não dado, um final não entendido.
 

IMAGEM DA INTERNET


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

ATESTADO


Um novo poema, das velhas e mesmas letras escritas nas margens tortas da vida, sobre a vida e semblante mágico de um ser que não quer e nem se ver sendo ser poeta, por poeta se ser.

MERO PAPEL


Manda por meio de um pequeno pedaço de papel o teu nome escrito por tua mão, retalhando por sua letra ele somente ele.
Por vez, peço-lhe em um tom educado de se pedir esse singelo bilhete, e guardarei por toda a eternidade dos dias em minha lembrança até que minhas promessas se acabarem, até que as lembranças sejam tocadas pelo o tempo e queimem, até que reste somente só, o papel.



DE TODOS, VINDE.


Agrada-me, e muito, os vossos erros,
Dou-lhe risadas,até então presas, 
Em múltiplos plurais, e suas vogais acentuadas,
Em troca dos vossos erros, 
Cada um deles de todos.

SERIA ATO (s)

Poeta das grandezas
Das múltiplas batalhas sem sangue no chão,
Mas nem por isso deixa de ter algo vermelho no carpete da sala
Mancha / machucados escuros em sua alma lavrada de reflexos antigos. Ora, só podia ser não estou surpreso quanto a isso, ainda mais, vindo de um poeta.
Nem cito mais o que venha a ser ou de onde venham esses tais machucados. Me nego a proclama-las de tanto já revitaliza-las, tão explicitas, e nada mais do que um triste olhar não olhado a favor do encontro.

Poeta das ilusões
Semeada em solo alheios além do seu próprio chão, lança sobre outros tantos chãos essa tal semente saída de suas estranhas entranhas sujas, nunca lavadas, por medo de se achar sem elas e se perder e nunca mais voltar ao que hoje é de costume / conhecido.

Poeta (s)
Dou-me por inteiro, ou seria doar-me? Não sei.
Vejam só, já quase confuso me vejo nessa interação arrogante, que não... Ou melhor, que já me encontro também envolvidos, em suas lutas sem propósito e muitas vezes injustas.
Chego ao ponto, que não quero mais voltar ao conhecido, quero beber, comer, mastigar vomitar o desconhecido / novo.







sábado, 27 de outubro de 2012

PLENO

O quão triste é a vida, o quão se torna alegre quando não temos e nem tememos a tristeza. Saudoso seja aquele que jaz provou os diversos sabores da tristeza, um vez que sem ela não há alegria, não há o que saborearmos.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

FUMO

Apago o último cigarro, a fumaça vai se indo
Ante dou-lhe um suspiro
E expulso o cansaço.
Amasso o maço
Quebro o esquecido
E perco minha última idéia.

MAFALDA

Um bolero paulistano ablando perdido em uma língua sem cujo sem dito e sem suingue algum. Malfada, és tu nombre.

SOLO DRAMA

Me engano com as horas, escondendo-se fugindo por aí, por trás de tanta coisa que já esqueci, acabo sem preço, e de tantas idas e vidas, volta e derrotas que já nem sei o que é amor.
Onde tudo recomeça em um sonoro tic tac.
Onde tudo se repete.
Onde tudo vira dia.
Uma roda sem fim nem começo.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

SOU TEU FIM

Eu e uma saudade que nunca acaba, aclamada por você, só você e teu nome, doce nome.
Aclamo, aclama-se, aclamado sejas.
Como um poço que quanto mais cavo mais fundo profundo fica, nunca se chega ao fim, ao meu, já quase me chego (ou).

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

ENQUANTO VIDA

Você...Alí...Linda....
A vejo e tudo ao redor vai se calando... Devagar...
Enquanto dentro de mim vem crescendo uma canção...
És linda, permanecerás linda....
Enquanto minha.

domingo, 9 de setembro de 2012

IDADE

Não vejo noite, muito menos tarde, ao contrário,
me vejo alvorada, cada dia mais amanhecendo cedo.

domingo, 2 de setembro de 2012

PARTIDAS DE CHEGADAS.

Os teus adeus, bendito se sejam, se foram / Se dizendo milagres desses do dia a dia
Em dias que nada se compra nem se comprendia / Sem luz sem guia.

Uma tarde, mais tarde, se fazia, vazia tarde.
Se re-co-lhia.
Ô Lía.

Uma madrugada, aguada  de desespero / Varou dentre-peito-alma-coração,
Não tocou a mão, nem canção, / Caíu-se no chão.

Bendita foi-se, separadamente / Só, visando os desencontros
Dos desamores que resta / Na sombra da frecha
Da porta / janela.

Por volta das oitos, armado de revolta
Volta, 
Não perde desculpa, ganha saudação / De alguém que deseja o aguardo em oração que nunca tivesse partido para bem distante o bem de alguém e que agora com o regresso se diz está muito bem.
Mesmo sem saber por quanto tempo. Talvez por isso.

domingo, 19 de agosto de 2012

POR TRAS DA PORTA

Onde não só se julgava os mais carnais pecados como os cometias diversamente sem nomeá-los ou atribuí-los. 
Não havia raciocínios, não houve, não haverá. 
Nada era ou foi ensaiado, nem perfeito,  o toque, a ânsia indomável  da carne não deixava, não havia brechas. Não havia como se saír, não se queria saír, ao contrário, a vontade crescia cada vez mais, se via nos olhos em chamas ardentes  e nas bocas que  mais pareciam perdidas explorando o mapa corporal procurando algo, um lugar, onde se chegar quem sabe, ou... não. Não tinha como saber / entender  tamanha era a intensidade e insâno. Perigosso? Não. Era só mais um pecado sendo cometido.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

DESASSOSSEGO

Meus pensamentos bagunçados, chegando e indo, mudando a todo instante de lugar como se fosse preciso mudar, como se não pudesse parado ficar.

Tuas singelas amadas lembranças que carrego comigo desde sua  primeira e única partida
E me fiz uma escolha sem saber se certa ou errada, deixado fui, por deixado assim querer ter sido,
E agora, experimento este gosto desbotado que há tempos não sentia,
Quase insuportável. Me vem então ânsia de vômito, vontades, fraquezas e um sentimento que fere mais do que tudo, uma quase certeza, isso poderia ter sido evitado. Poderia, mas não quis.

E sem o medo pra enfrentar, sem distância pra cronometrar, percebo por mais tarde que a vida é quieta demais aqui, assim, sem seu desassossego.

terça-feira, 22 de maio de 2012

SÃO ESSAS E OUTRAS

Essas palavras são pensadas, elas não são minhas, use-as, se achar que condiz com alguma parte de sua vida ou história. Mas, não se sinta surpreendida (o) se um dia perceber que mesmo saindo das entranhas de minha pessoa, elas foram feitas para ajudar os outros. É como uma semente de fruto estragado que semeada gera uma nova planta, e dar assim continuidade a vida. Pra isso foram nascidas essas palavras.

sábado, 21 de abril de 2012

EM UM PASSADO QUE NÃO É NOSSO


Talvez meus sonhos não tenha sido feito pra ser vivido com você, ou talvez tenha, e talvez eu tenha apenas que esperar pelo o tempo, que ele traga essa resposta e tantas outras que ainda espero em cansaços, e meio que confesso sem medo em plavras dizer que acho que ele está desta vez atrassado.

domingo, 8 de abril de 2012

AH SUA LEMBRANÇA...

Você me faz lembrar o amanhecer das primeveras pós outono.
Quando às manhãs vem até minha janela de paredes vermelhas e portas brancas,
Desejar-me um bom dia com gosto de um doce e sutíl poema esgotado de dor e sofrimento,
Limpo e repleto de luz e alegria, e mais tarde com tardes chuviscada de aquerla e com uma suave sinfônia se despede, deixa a noite entrar em teu véu e adormece.

A GUARDO CHUVA.

De baixo da chuva,
por baixo do guarda chuva, eu te beijava.
Enquanto você com dois olhos de espanto me olhava
E tudo em mim tremia, e não sabia se era hora de parar ou não.
Não sabia o que viria depois daquele momento.
Só se sabia de uma coisa, já era muito tarde pra se voltar.

terça-feira, 20 de março de 2012

SOL DE SENSAÇÕES

Meu semblante
Em véus envolvidos
De frio e sensações,
Deixa a sombra, ganha o sol vira sertão
E não mais desejas voltar.

sábado, 3 de março de 2012

DEVERIA SE SER

Ouçam os aplausus, banhando e calando o silêncio de uma única voz frígida, pouca, cansada até então voz.
Ouçam eles (os aplausos) que soam como vitória sofrida gasta e temida em uma guerra sem sangue armas e mulheres, como toda guerra deveria ser.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

EIS QUE VEM O POEMA

Peço a Deus todos os dias que eu esqueça meu nome, assim, só assim te esquecerei.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

EXISTAS AINDA AMOR

... E entre sussuros e delírios
Ouvia se baixinho 
Em poucas sílabas 
E pequenas pausas
Breves ... : Eu te amo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

NO SUPORTE SOLIDÃO

Não deixe me
Em brada solidão vivída
Sem braço para um abraço
Sem olhos para lágrimas,
Sem você e eu.

Deixe me sim 
Viver ao teu lado 
Até que eternamente não dure,
E o sentimento se esgote.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

SUAVE PENSAMENTO SOFRIDO

Tocado pelo o som da viola. 
Agora, palpita de vez o coração sofrido... 
Mesclado pela chama de um suspiro suave...
Itinerário de um solfejo lírico da noite retocada
Em pequenos pingos luminosos, vagalumes em verdes invernos.
Fagulhas de preciosos espaços inquieto de um certo ainda fresco tempo
Ativo no breu fundo de cada alma de cada passo dado sem destino.
Não limitando ou limitado se apenas a um decifrável fim.
Ressuscitado a cada rastro hoje re visto deixado no caminho já trilhado.
Doendo se, a cada vez, por este caminho, passado.

FACE SEM ROSTO

Fiz. Em escala de cinza. 
      Em tom. Sem nota.
      Não um som. 
      Uma tela. Pintada. 
      Escreverei n´ela.
      Semblante meu, todo ele amarelo, 
      Fruto verde do vigor, mestrado dela
      Que deixa de ser a bela, e vira tela.

VOU A TÍ

Não trás por vez já como definidas ou se quer apropriadas e até mesmo melancólicas às palavras desse poemas que na verdade não tinha pretenção de virar um, era pra ser um então verso, trecho de uma ou duas linhas.
Mas queira por favor guardá lo.
Para qualquer momento,
Qualquer dia,
Qualquer hora
Para quaisquer coisa que ele venha a servir.
Mesmo sem pretenções, funções, razões, mesmo sem valor.
Ele me serve como uma boa lembrança sua.

ATO - CORTINAS

 Em Primeiro, 
       O Ato.
Maquiando a realidade de um rosto pintado pelas tintas da vida, dura e agressiva vida.
Ensinando a ser ensinado, mero número, mesmo número, que de tanto já visto / repetido perde a graça.
Criado do improvisio já desde de antes formado em vitalidade velha
Roteiro falado por cima dos aplausus, esses, ouvidos e contados aos poucos. Numerado.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

VIVA NÓS DOIS

Viveria sim na mais pura eternidade sólida
Condenado a nunca conhecer a dor da morte
Claro, que se a todo instante pudessemos 
Ter o toque de um ao outro, 
e nos tocando em cada leve brisa admirando a vida passar ... 
E permanecermos para sempre jovem como o nosso amor.