quarta-feira, 26 de novembro de 2014

MANHÃ DE FRIO

Um cafe quente em uma manhã fria e nostálgica.
O gosto da noite ainda escorria...
Misturava se com o sol e seus desejos.
A face da madrugada suja e em ruinas amargava na boca palavras já apodrecidas de velhas melodias há tempos compostas já quase esquecidas.
A roupa já sem cor deixada na escuridão da sala rasgava se com os fortes ventos de cigarro e poeira.
Ouvia se som de vialejos vindo e indo para longe
Bem longe dos ouvidos
Onde tudo era vazio ou silêncio.


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