Um toque,
Um silêncio,
E de repente
um estrondo tomando
Vaga distância,
chegando a atingir
kilometros...
E se despedaçando
aos milhares.
terça-feira, 29 de maio de 2007
COMO SE FOSSE AMOR
Amor,
Incontestável amor;
Lírico, fudido amor;
Poético, cínico, imprudente amor;
Por ele se afoga em um copo de água;
Por ele se afoga ao copo sem água;
Por ele a água afoga o copo;
Por ele, o copo afoga a água;
Por ele se torna água;
Por ele se torna copo;
Por ele se afoga.
Incontestável amor;
Lírico, fudido amor;
Poético, cínico, imprudente amor;
Por ele se afoga em um copo de água;
Por ele se afoga ao copo sem água;
Por ele a água afoga o copo;
Por ele, o copo afoga a água;
Por ele se torna água;
Por ele se torna copo;
Por ele se afoga.
VINDE Ó PELEGRINO
Eu vim,
Vim por onde as terras macias
De cor vermelha enfeitam a pobre
Paisagem;
Vim por onde as grades das constelações
Piscante no mural do céu
Alumia e guia a caminhada;
Vim por onde o solfejo dos assobios
Ecoa por entre as altas montanhas
Chegando a toca os ouvidos de Deus;
Vim por onde nem mesmo
O onde define aquele lugar.
Vim por onde as terras macias
De cor vermelha enfeitam a pobre
Paisagem;
Vim por onde as grades das constelações
Piscante no mural do céu
Alumia e guia a caminhada;
Vim por onde o solfejo dos assobios
Ecoa por entre as altas montanhas
Chegando a toca os ouvidos de Deus;
Vim por onde nem mesmo
O onde define aquele lugar.
segunda-feira, 28 de maio de 2007
O QUE CONTO
Este não é só mais um conto que agora conto,
É também um dos mais valiosos e belos,
Já contado por estas terras,
Por estes lábios,
Por essas diversas cabeças que aqui se fazem presente.
E este conto começa como tantos outros,
Inicia-se com o tradicional : “Era Uma vez”
E termina como o poética e lendário: “ E foram felizes para sempre”.
Pronto, acabou-se o conto.
É também um dos mais valiosos e belos,
Já contado por estas terras,
Por estes lábios,
Por essas diversas cabeças que aqui se fazem presente.
E este conto começa como tantos outros,
Inicia-se com o tradicional : “Era Uma vez”
E termina como o poética e lendário: “ E foram felizes para sempre”.
Pronto, acabou-se o conto.
SANGUE NAS MÃOS
Mãos sangrentas batiam na porta ferozmente
Seguidas por palavras molhadas de cuspo grotesco,
cansadas, tão forte era que ninguém acreditava
Que a porta naquele estado iria suportar a pressão
Dos impactos.
E lá dentro por trás daquela porta,
uma miúda menina se protegia fechando-lhe os olhos
como que aquele simples gesto lhe salvaria, ou talvez não,
Talvez não fosse essa a sua intenção, talvez ela estivesse
tentando amenizar o medo que lhe tremia as pernas e lhe acelerava
o coração.
Seguidas por palavras molhadas de cuspo grotesco,
cansadas, tão forte era que ninguém acreditava
Que a porta naquele estado iria suportar a pressão
Dos impactos.
E lá dentro por trás daquela porta,
uma miúda menina se protegia fechando-lhe os olhos
como que aquele simples gesto lhe salvaria, ou talvez não,
Talvez não fosse essa a sua intenção, talvez ela estivesse
tentando amenizar o medo que lhe tremia as pernas e lhe acelerava
o coração.
O ANOITECER AINDA É O MESMO
Aqui,
a tarde nos agracia com o belo pôr do sol se indo ...
e a barra escura da noite chegando,
Como sempre triste, faltando a hora chorar.
Todos os dias é o mesmo processo
Basta olhar para o céu e vê o sol se indo
E a barra escura da triste noite vindo chegando,
preguiçosa devagar....
falta a hora não chegar.
Do mesmo jeito que aconteceu ontem,
Antes de ontem e que irá acontecer amanhã,
Tudo na mais normalidade,
É desse jeito aqui, na cidade grande,
no mar, em todo lugar.
Mudam os lugares, mais o anoitecer meu amigo,
O anoitecer ainda é o mesmo.
a tarde nos agracia com o belo pôr do sol se indo ...
e a barra escura da noite chegando,
Como sempre triste, faltando a hora chorar.
Todos os dias é o mesmo processo
Basta olhar para o céu e vê o sol se indo
E a barra escura da triste noite vindo chegando,
preguiçosa devagar....
falta a hora não chegar.
Do mesmo jeito que aconteceu ontem,
Antes de ontem e que irá acontecer amanhã,
Tudo na mais normalidade,
É desse jeito aqui, na cidade grande,
no mar, em todo lugar.
Mudam os lugares, mais o anoitecer meu amigo,
O anoitecer ainda é o mesmo.
ENTÃO, É ASSIM QUE SE DIZ FIM!
Os pedidos de desculpas já não eram aceitos assim
com tanta facilidade como de costume,
até porque eles passaram a ter uma vaga intenção de ferir-me,
e não de obter o singelo perdão.
Por isso foi bom ter acabado.
Os olhos já não mais se cruzavam com tanta intensidade,
Tão grande era à distância entre eles ]olhos[ que acabei
Os olhos já não mais se cruzavam com tanta intensidade,
Tão grande era à distância entre eles ]olhos[ que acabei
TÃO
Me dar teu beijo!!
E farei deste simples gesto nascer uma grandiosa vida,
E farei deste simples gesto nascer uma grandiosa vida,
e com ela uma grande história, interpretada por nós mesmo.
Os coadjuvantes da vida real.
Tão linda.... Que nem um poeta ousou escrever....
Tão ardente.... Que nem mesmo o sol se compara....
Tão Simples.... Que nem mesmo o mais sábio dos homens já mais imaginou inventá-la.
Tão ardente.... Que nem mesmo o sol se compara....
Tão Simples.... Que nem mesmo o mais sábio dos homens já mais imaginou inventá-la.
TÃO
Me dar teu beijo!!
E farei deste simples gesto nascer uma grandiosa vida,
e com ela uma grande história,
interpretada por nós mesmos os coadjuvantes da vida real.
Tão linda.... Que nem um poeta ousou escrever....
Tão ardente.... Que nem mesmo o sol se compara....
Tão Simples.... Que nem mesmo o mais sábio dos homens
já mais pensou em inventá-la.
E farei deste simples gesto nascer uma grandiosa vida,
e com ela uma grande história,
interpretada por nós mesmos os coadjuvantes da vida real.
Tão linda.... Que nem um poeta ousou escrever....
Tão ardente.... Que nem mesmo o sol se compara....
Tão Simples.... Que nem mesmo o mais sábio dos homens
já mais pensou em inventá-la.
SOL, NÃO HAVIA
Não havia sol naquele dia.
Procuramos por todo o extenso território do céu,
Procuramos por todo o extenso território do céu,
e não encontramos,
O que prevalecia era só uma imensa nuvem de adeus
O que prevalecia era só uma imensa nuvem de adeus
que se reassumia aos poucos minutos que nos foi cedido,
acobertados pelo o fato de não termos nenhum relógio,
que mostrasse quanto tempo mais tínhamos um para o outro.
UM PEDIDO DE DESCULPA
Desculpe,
mas não pude conter
toda a tonalidade de um amor vivo e intenso
que se bulia toda vez que te via,
um amor que brilhava feito rubi no meu coração
e refletia nos teus olhos,
o mesmo que fazia nascer palavras em minha boca.
Por isso o libertei, liberando assim todo o sentimento
que se guardava, longe de você,
e dormia e acordava aqui dentro de mim.
mas não pude conter
toda a tonalidade de um amor vivo e intenso
que se bulia toda vez que te via,
um amor que brilhava feito rubi no meu coração
e refletia nos teus olhos,
o mesmo que fazia nascer palavras em minha boca.
Por isso o libertei, liberando assim todo o sentimento
que se guardava, longe de você,
e dormia e acordava aqui dentro de mim.
domingo, 27 de maio de 2007
MAIS UMA VEZ O CONTO
Mais uma vez, em dúvida e por sua vez
Os “contos” prematuros renasciam
Feito água quando brota do chão.
Teimoso e persistente quase nem se
Criavam por querer ter vontade própria,
Vingando nos mais vastos solos que
Abrangia as dependências da cruz
Onde lhes serviam encarnados, imundos,
De boca em boca, sem direitos autorais.
Apenas passava de voz em voz.
Os “contos” prematuros renasciam
Feito água quando brota do chão.
Teimoso e persistente quase nem se
Criavam por querer ter vontade própria,
Vingando nos mais vastos solos que
Abrangia as dependências da cruz
Onde lhes serviam encarnados, imundos,
De boca em boca, sem direitos autorais.
Apenas passava de voz em voz.
A ÚLTIMA PASSAGEM DA VIDA POR AQUI
Já fazia alguns dias,
umas noites e muitos anos que a vida não passava por aqui,
entre essas calçadas ladeadas e sujas de folhas secas,
procurando saber noticias das bandas de cá.
A última vez em que esteve aqui,
A última vez em que esteve aqui,
o cenário era outro,
os dias eram os outros,
assim como eu também era outro,
e só depois tanto tempo é que vim perceber o quando mudei.
QUEIRA MAR
Queira mar
Afundar no teu ego profundo
O beijo da minha amada Marilia
Que partiu dizendo nunca mais voltar.
Queira mar
Carregar com teu balanço enjôento
As lembranças da minha amada Marilia
Que partiu dizendo nunca mais voltar.
Queira mar
Molhar em tuas águas salobras
As cartas da minha amada Marilia
Que partiu dizendo nunca mais voltar.
Queria mar
Me carregar pra junto
Da minha amada Marilia
Que partiu dizendo nunca mais voltar.
Afundar no teu ego profundo
O beijo da minha amada Marilia
Que partiu dizendo nunca mais voltar.
Queira mar
Carregar com teu balanço enjôento
As lembranças da minha amada Marilia
Que partiu dizendo nunca mais voltar.
Queira mar
Molhar em tuas águas salobras
As cartas da minha amada Marilia
Que partiu dizendo nunca mais voltar.
Queria mar
Me carregar pra junto
Da minha amada Marilia
Que partiu dizendo nunca mais voltar.
CORTE, PÁSSARO, CANTO
Cantarolai ó pássaro da divindade suprema,
A corte hoje recusa suas carnes não corteja seu pescoço,
Rejeita também as suas cartas de desgosto,
A corte não é fria quanto parece, quer apenas aparecer,
Chamar a mídia pra cima dela,
redefinir toda a perversidade de antes,
Mas tu pássaro, não devias martirizar o teu canto
Eufórico, folclórico por causa desta pequena simbólica
observação casual.
Então, não se oprima, nem deprima, apenas cante pássaro,
Cante a sua glória de viver, nem que esse viver signifique
Apenas alguns minutos a mais, junto ao seu prazeroso canto.
A corte hoje recusa suas carnes não corteja seu pescoço,
Rejeita também as suas cartas de desgosto,
A corte não é fria quanto parece, quer apenas aparecer,
Chamar a mídia pra cima dela,
redefinir toda a perversidade de antes,
Mas tu pássaro, não devias martirizar o teu canto
Eufórico, folclórico por causa desta pequena simbólica
observação casual.
Então, não se oprima, nem deprima, apenas cante pássaro,
Cante a sua glória de viver, nem que esse viver signifique
Apenas alguns minutos a mais, junto ao seu prazeroso canto.
POR AQUI, POR LÁ
CATA-MENINO
CRIANÇA DE PAPEL
O SURGI DAS CURVAS
Surge inesperadamente as vagarosas curvas
Postas ao sopro dos empurrões desqualificado e visível,
Quase sem querer. Onde o ver, não é nenhum problema,
é fácil e também comum. O mais complicado em um dos seus
termos é simplesmente tocá-lo,
veja bem simplesmente um toque. Algo tão comum no dia-a-dia
que se passa despercebido, mas para essa formação adequada
para a curva, isso é a única necessidade que se propõem,
quer que aceitemos ou não.
Postas ao sopro dos empurrões desqualificado e visível,
Quase sem querer. Onde o ver, não é nenhum problema,
é fácil e também comum. O mais complicado em um dos seus
termos é simplesmente tocá-lo,
veja bem simplesmente um toque. Algo tão comum no dia-a-dia
que se passa despercebido, mas para essa formação adequada
para a curva, isso é a única necessidade que se propõem,
quer que aceitemos ou não.