segunda-feira, 28 de maio de 2007

SANGUE NAS MÃOS

Mãos sangrentas batiam na porta ferozmente
Seguidas por palavras molhadas de cuspo grotesco,
cansadas, tão forte era que ninguém acreditava
Que a porta naquele estado iria suportar a pressão
Dos impactos.
E lá dentro por trás daquela porta,
uma miúda menina se protegia fechando-lhe os olhos
como que aquele simples gesto lhe salvaria, ou talvez não,
Talvez não fosse essa a sua intenção, talvez ela estivesse
tentando amenizar o medo que lhe tremia as pernas e lhe acelerava
o coração.

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