Um holocausto de rima
E Anita ainda brinca
Com suas mãos estendidas
Corroendo as feridas
Da sua pouca idade
Fruto caído da vaidade
Moça linda e garbosa
É tempo pra toda prosa
Pra paixão ensaiada
Até reza calada
Querendo o pecado evitar
Sem querer se julgar
Por ter chagas abertas
Mentiras incertas
Suja com pó de areia
Livre Anita se esperneia
Cai, rola pelo chão
Chora ao ver o clarão
Do sol sem costume
Seus olhos alumia feito vaga-lume
Quando encontra com a lua
Perfeição igual a sua
Não se vê em nenhum lugar
Anita vive sem sonhar
Contida com sua inocência
Padecendo na existência
De nunca poder pecar.
Um comentário:
Essa dá um samba de mesa!
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