terça-feira, 28 de abril de 2009

TRIPULANTE DO VENTO

Agora pouco ainda era carne na indigesta realidade, feridas incuráveis, constantes amarguras,
Costas pesada comboios de problemas endividado com a vida de frente pro mundo, mundo danado da vida por não me chamar Raimundo.

Abandono o nome, o meu, o que eu era, o que tinha significa e, deixo a terra erguendo um velho sonho de criança rabiscado em uma folha de papel, voar. Asas, impulso fazem parte do meu sonho. Sou pluma, leve, me deixo levar pelo o vento, por me sentir afadigado pelas preocupações, espremidos pelas contas a serem pagas, amassado pelo o titulo de cidadão, identidade, CPF, impostos, cabelos brancos.
Ganho um novo nome Ícaro, a mando dele o senhor vento, tripulante.

Subindo... assumindo novos comandos. Coordenadas tripulantes, coordenadas,
Ancorar pra que? A brisa está forte o céu limpo, ar agradável, tudo indica que teremos hoje um vôo tranqüilo. Então desfrutem-no, desfrutem-no.
Sinto o valor da respiração coisa que há tempos não sentia, desprendido. Arrependido? Jamais, ainda não encontrei e nem espero encontrar espaço no vocabulário para essa palavra.
Não recebemos ordem do tempo por aqui, basta esquecer-se de lembrar e tudo se resolve é mágico.
Para quem dizia que eu nunca conseguira?! Aí está, basta olha pra cima e verás.
Um ponto vermelho céu, minha localização. Sonharás mundão, sonharás, agora distante do seu pesadelo.

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