A chuva cai. Alvoroçada.
Peço licença ao tempo só pra escutá-la.
Sinto-me bem ao contemplar o som de cada gota no toque da telha;
É doce a sinfonia que ela produz;
Harmonia, o corpo em progressão rápido descendo ladeira abaixo pra desaguar no rio.
A chuva se vai. Agora mais calma.
Não se acaba. Segue molhando caminhos.
Com toda a sua sonoridade e beleza e o fino desejo profundo de um dia se tornar rio.
Despeço-me sutilmente com um pequeno aceno e fico.
Também querendo ser rio pra mais tarde quem sabe se tornar chuva.
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