mais um dia.
Relógio lento sem vontade de trabalhar,
Chuva lá fora passando com vontade de ficar, sentar, tomar o que lhe for de gosto ofertado e conversar, pra saber da minha tristeza, pra saber noticias, pra saber dela...
Ela, encanto meu e também da natureza eu que sempre pensei repensei sobre tua beleza ser coisa divina, agora não resta dúvidas.
Dos olhos transparentes da chuva mina torrões de água / escorre pingos de cristal de desejo enquanto falo nela...
Passam se dias anos e nós conversando sem dormir, sem mudra / pensar / ter outro assunto a não ser... Ela.
Cono lhe como a conheci, como está o dia, como ela estava vestida / A chuva me fala de seus lindos cachinhos dourados que Ela (a minha musa divina) usava na infância. Eu falo do sue belo e sereno jeito de dormir, parece deitar em colo soberano e não ter nenhum tipo de pesadelo em teus sonhos / Já a chuva me fala do primeiro beijo que Ela lhe deu. Descontento e já enciumado com aquela conversa saio de casa e deixo lá a chuva molhando e vou em busca Dela. Ao meu encontro vem o tempo avassalador com sede e ódio entre seus dentes destruindo tudo que encontra.
Destrói os anos
me resta os meses;
Esmaga os meses
me resta semanas;
Mata as semanas
me resta os dias;
Queima os dias
me resta as horas;
Mastiga as horas
me resta os segundos;
Pisa nos minutos
Me resta os segundos;
Rasga -lhe os segundos
...
Resta me
a mim
Que ele não consegue
Destruir
Esmagar
Matar
Queimar
Pisar
Rasgar
...
Não consegue ou não quer?
Parece que o Tempo prefere me ver sofrer eternamente do que me da a honra da morte...
e sem a beleza da minha amada cujo o nome não me foi dado, sem ela, não existe vida.
Eternamente és, até que te encontre, essa minha dor / amor.
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