quarta-feira, 25 de setembro de 2013

SOLDADO DA BUSCA

Já se vai um dia de saudade
mais um dia.
Relógio lento sem vontade de trabalhar,
Chuva lá fora passando com vontade de ficar, sentar, tomar o que lhe for de gosto ofertado e conversar, pra saber da minha tristeza, pra saber noticias, pra saber dela...
Ela, encanto meu e também da natureza eu que sempre pensei repensei sobre tua beleza ser coisa divina, agora não resta dúvidas.
Dos olhos transparentes da chuva mina torrões de água / escorre pingos de cristal de desejo enquanto falo nela...
Passam se dias anos e nós conversando sem dormir, sem mudra / pensar / ter outro assunto a não ser... Ela.
Cono lhe como a conheci, como está o dia, como ela estava vestida / A chuva me fala de seus lindos cachinhos dourados que Ela (a minha musa divina) usava  na infância. Eu falo do sue belo e sereno jeito de dormir, parece deitar em colo soberano e não ter nenhum tipo de pesadelo em teus sonhos / Já a chuva me fala do primeiro beijo que Ela lhe deu. Descontento e já enciumado com aquela conversa saio de casa e deixo lá a chuva molhando e vou em busca Dela. Ao meu encontro vem o tempo avassalador com sede e ódio entre seus dentes destruindo tudo que encontra.
Destrói os anos
me resta os meses;

Esmaga os meses
me resta semanas;

Mata as semanas
me resta os dias;

Queima os dias
me resta as horas;

Mastiga as horas
me resta os segundos;

Pisa nos minutos
Me resta os segundos;

Rasga -lhe os segundos
...
Resta me
a mim
Que ele não consegue
Destruir
Esmagar
Matar
Queimar
Pisar
Rasgar
...
Não consegue ou não quer?
Parece que o Tempo prefere me ver sofrer eternamente do que me da a honra da morte...
e sem a beleza da minha amada cujo o nome não me foi dado, sem ela, não existe vida.

Eternamente és, até que te encontre, essa minha dor / amor.

Imagem da internet

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