domingo, 21 de dezembro de 2014
LÍRICO
EM PARTES SOU ARTE
POEMA ÉS MINHA ALMA
PINTADA EM TELA SOU HARMONIA
TECIDO EM UM PENTAGRAMA DE UMA COMPOSIÇÃO AINDA NÃO COMPOSTA.
JANELA SEM PORTA
UM BREVE OLHAR SOBRE A BRISA.
SOU CORPO SEM CAMISA,
RASGADO SOU VERBO
DESCRITO SOU O INVERSO
DA LETRA NUNCA RABISCADA.
SOU ISSO E TANTAS OUTRAS COISAS NÃO CITADAS.
SOU MAIS DO QUE DEVIA.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
PRISÃO DA ALMA ( POR CONDENADOS )
EM TOM DE LIBERDADE
OS OLHARES SE CRUZAM
SE GRUDAM
SE DOAM
SE PERDOAM.
OS OLHOS SÃO ALGEMEAS DA ALMA.
MULHER (transição)
Veio a mim, aindas criança com sonhos possível, realidade pura pensamento singelos e de alma e coração ainda pagão. Dizia se apenas ser menina, deixou de ser criança.
Veio a mim, aindas menina com sede de vida e sem muitos projetos. Dizia se apenas ser menina, deixou de ser criança.
Veio a mim, aindas garota com o peito aflorado em paixão e jás algumas poucas decepções. Dizia se apenas ser moça deixou de ser garota.
Veio a mim, aindas moça com o mundo não sendo mais aquela sua paixão e leitos de lágrimas em seu rosto já derramados. Dizia se apenas ser mulher deixou de ser moça.
Veio a mim, mulher com suas palavras maduras e seguras perante tudo às vezes ela perde a pôse e vejo nela a criança que sonhava, a garota de paixão aflorada, a moça desiludida. Ambas com o mesmo nome e postura.
Dizia se apenas ser humana, nunca deixou de ser Mulher.
TEMPERO DA TARDE
O céu se fecha em mim / antes não cabível / Me abro em chuva / por não ter mais teu sol /
Trancado por nuvens / no abismos dos teus adeus /
Em manhãs juvenis / soprado pelo tempo / dando lhes em ventos os nó do tempo preso na distância de cada um de nós.
POETIZA
És um belo poema escrito pela mão de Deus, queria eu ter te criado / escrito com tamanha perfeição porém, Deus, eu não sou. Então venho rabiscando em pequenas folhas de papel alguns Eu Te Amo pra ver se me torno letra no teu Único - Verso.
MANDAMENTO III
Não tenho medo do teu amor
Dele supro toda coragem para enfrentar as dificuldades da vida.
Depois que o encontrei passei a existir, passei a sentir a vida fluir por entre meus dias naturalmente tanto é que já nem lembro quando foi a última vez que morri, a quem minha morte foi atribuida.
Não o tem, nem ele nem você.
E mais tarde quando eu voltar a morrer dedicarei rubricado não minha morte mas, minha vida a tí.
SEVERINO (senhor do seu destino)
Sou terra em teu sertão
A poeira que o vento leva
O sofrimento, a chuva, a promessa
Eu também sou.
A fé que nunca seca
A humildade que nunca afunda.
Os pés que racham e não se cansam
A riqueza que não se pesa em nenhuma balança,
Eu sou.
POR TALVEZ
EU QUE JÁ VI HOMENS PAGAREM COM LÁGRIMAS SEUS PECADOS, HOJE LAVRO OS MEUS COM SANGUE E DORES DE PERDÕES NUNCA PEDIDOS.
ADEUS ANABELA (UM SEGUNDO ADEUS)
Adeus Anabela tu que fostes mais Bela do que Ana a quem dediquei ainda em vida meu último soneto...
[A morte nunca foi seu último suspiro, suas palavras nunca morreram ]
[A morte nunca foi seu último suspiro, suas palavras nunca morreram ]
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
DEUSES
Sobre luas
Lhes dou toda uma rua
Alguns pequenos espelhos
E os pedaços da noite
Para assim criar um céu
Pra chamar de seu.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
MANHÃ DE FRIO
Um cafe quente em uma manhã fria e nostálgica.
O gosto da noite ainda escorria...
Misturava se com o sol e seus desejos.
A face da madrugada suja e em ruinas amargava na boca palavras já apodrecidas de velhas melodias há tempos compostas já quase esquecidas.
A roupa já sem cor deixada na escuridão da sala rasgava se com os fortes ventos de cigarro e poeira.
Ouvia se som de vialejos vindo e indo para longe
Bem longe dos ouvidos
Onde tudo era vazio ou silêncio.
O gosto da noite ainda escorria...
Misturava se com o sol e seus desejos.
A face da madrugada suja e em ruinas amargava na boca palavras já apodrecidas de velhas melodias há tempos compostas já quase esquecidas.
A roupa já sem cor deixada na escuridão da sala rasgava se com os fortes ventos de cigarro e poeira.
Ouvia se som de vialejos vindo e indo para longe
Bem longe dos ouvidos
Onde tudo era vazio ou silêncio.
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
CAFÉ À DOIS
Negros eram eles que entrelaçados aos dedos da mão desenbaraçavam qualquer pensamento sempre ou quase sempre nas manhãs seguinte de uma discussão banal. Era um roteiro, ritual que acontecia, era uma forma de se desculpar e fixar cada vez mais os laços que os uniam.
Uma mesa...
A fumaça do café...
E um pedido de desculpas que não se ouvia mas nem precisava, dava pra senti naquela atmosfera romântica que exalava suaves perfumes de carinho e promessas... Promessas essas que geralmente duravam até manhã seguinte quando tudo se repitirar ...
terça-feira, 1 de julho de 2014
FRONTEIRAS
...Ela não teme ir,
Ela tem pra onde ir
Ela sabe como ir.
O que ela mais teme é não ter quem a impeça de partir, que demonstre que sua presença assim como ela é Desejada.
quinta-feira, 13 de março de 2014
DESDE DE AGORA E SEMPRE
O mundo abraça em carne o sujeito Nome extensamente sufocado em sílabas acidentais em seu próprio sossego nos toques termais dados em livre arbítrio na porta da cidade velha onde não se habita mais nenhuma rotina nem mesmo os Tic - Tac dos relógios apressado do novo / velho / desconhecido tempo que nunca se repete e tão pouco descansa.
quarta-feira, 12 de março de 2014
SINGELA DESPEDIDA
Ela disse tudo que havia pra ser dito naquele momento com um longo beijo.
E depois, tudo foi silêncio e distância entre nós.
E depois, tudo foi silêncio e distância entre nós.