sexta-feira, 13 de julho de 2007

UM NOBRE ESCRITOR (Crônica curta)

Lá no fundo da sala,
Bem lá no cantinho em uma mesa improvisada com cadeiras, uma figura se confunde com tantas outras personagens que são introduzidas no seu pensamento fictício, seus pés presos ao chão da realidade e a cabeça vagando por aí, uma figura de cabelos longos e cheios de tic nervosos, uma figura de barba feita, rosto moreno e olhar penetrante, uma figura que se tranca com seus pensamentos, navega em seus pesadelos, mergulha profundamente em suas intrigas e dores, e se fixa permanentemente em sua máquina de escrever.
Discuti, em verbos e provérbios pra si mesmo as graves expressões que atinge seus textos,
Que persistem em incomodar / atrapalhar os poucos instantes de glória que abastece os cabelos. Esses que toca os amores e atinge os personagens e as farsas melancólicas do mero sujeito, o bandido que se idealiza de mocinho na trama em questão, firmando-se assim no decorrer da história fantasiosa chamada de teatro. Uma figura, que se releva às viagens de curto espaço, de longa meditação com poucas palavras, enquanto seus “atores” se disfarçam em pessoas comuns, e torna-se mero passo em um lugar onde o normal não cabe no bolso, mas na vigorosa realidade.

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