Espero poder lê quem sabe um dia se você permitir esse verso que fiz pra ti na simplicidade da vida sem muita riqueza poética.
Verso tímido, quieto verso, feito as custa da luz da lamparina, um lápis de ponta quebrada sem borracha na noite de ventos bagunceiros debaixo da agoniada barraca no quintal e muita inspiração.
Cadente no brilho colorido de cada estrela e piscaste perante esse céu sem dono, avisto os rabiscos das recordações do primeiro lugar na primeira vez que a vi.Deus existe sim, pensei com os pensamentos inquietos por ver uma beleza tão viva debaixo do sol quente daquele sertão.
Desde então, sorriso bobo surgem sem querer sempre, quase no rosto, meu rosto.
Te mando embrulhado a este papel o sopro do meu assobiar as melodias que trará nos grito do silêncio o canto do cárcere que nunca mais vivi, graças à paisagem pintada pela a mão de alguém que não quis se identificar aonde ela mulher vindo das colinas é você e aquele homem com o balde nas costa perto da árvore sou eu.
Defino-me como rosto.
Abro todos os versos e a camisa pra ti, espalho todos eles por aí sem sentir medo despeço corro rápido pra mais longe possível até cansar fazendo poeira para quem se aquieta nesta hora quieta em varandas fumando seus cachimbos admirando o som vindo das matas.
Do tempo gosto, gasto, gastei hipotequei.
Dinheiro rasguei, nomes me deram, se dane.
Me preparei pra ti, reneguei a mim.
Rastro luz de vela andei,
vela sem luz usei, e pude enfim me contentar...ar...Contentar em ver os teus dentes branco se mostrando por trás dos lábios sem muita pressa, quando na gentileza ensinada por sua mãe passa quase nos esbarrando e ao cumprimentar diz bom dia! Dia mais feliz não há. Há sim, quando da porteira avista-se nas graças da lua clara seu balanço da cadeira menina serena, recebendo das deusas da natureza, feitiços que a deixa mais encantadora quanto à lua essa que de ciúmes e mimado por sentir falta de Jorge acaba se esconde por trás das nuvens fazendo escurecer os olhos e a noite, e da nuvem a lua num sai até que o sol venha iluminar os caminhos desse sertão que leve-me a você, inspiração pros meus versos.
Versos, da minha, inspiração.
segunda-feira, 30 de março de 2009
CRESCE CRIANÇA
Quando se é criança o que mais se quer é que o tempo rápido passe para crescer,
Quando se cresce o que mais se quer é que o tempo volte para ser de novo criança.
Quando se cresce o que mais se quer é que o tempo volte para ser de novo criança.
CARROSSEL
O céu gira
Gira prédios
Carros giram
Gira quem está ao redor
Olhando, gira.
Estou ficando enjoado.
Gira prédios
Carros giram
Gira quem está ao redor
Olhando, gira.
Estou ficando enjoado.
UM REALENGO DE SAUDADE (em uma conversa a dois pontos de vista)
As lembranças de outrora na manhã de hoje, as das alegrias na tarde do ontem e as carregadas pela seca da memória sempre nos fazem chorar, não que sejam elas ruins o que nos faça mal, mas sim porque aqueles momentos não pertencem mais ao nosso momento.
FINDOU-SE
Na verdade é saudade mesmo espelhado a luz no olho tão bem dramatizada na admiração aprofundada em cena dos atos na face daquele personagem aprendendo atenção dos que resistiram aos poucos minutos desde que o espetáculo se iniciou. Mundo dos atores facetes da vida bem dividida, alguém no meio da multidão disse.
Vamos é hora de cumprir a tradição, levantai e cordialmente aplaudam forte como se tivesse terminado. Ausência dos aplausos por ignorância presos no bolso incomoda,
ou talvez estejam eles escondendo-se. Esqueça, já é o fim não vê? As cortinas de cor de vinho se fecharam e mesmo sem aplausos vamos embora. Findou-se.
Vamos é hora de cumprir a tradição, levantai e cordialmente aplaudam forte como se tivesse terminado. Ausência dos aplausos por ignorância presos no bolso incomoda,
ou talvez estejam eles escondendo-se. Esqueça, já é o fim não vê? As cortinas de cor de vinho se fecharam e mesmo sem aplausos vamos embora. Findou-se.
ALGUÉM LEMBROU (Coisas da infância)
Ficar na rua até não sei que horas...
Correr dos lobisomens
Do beco dos murturros...
E ficar desenhando besteira...
Subir a serra.
Lembrança boa, faz rir com gosto de lágrima.
Correr dos lobisomens
Do beco dos murturros...
E ficar desenhando besteira...
Subir a serra.
Lembrança boa, faz rir com gosto de lágrima.
SÚPLICA DE UM MAL AMADO
Mão de um mal amado
Unhas cor de chão
Chão no rosto
Rosto de carvão.
Encanto sumindo com ela
Sumindo / ela
Ela.
E ela?
Impeça - na / peça- a que volte
Levanta do labirinto de jornais
Leve as interrogações
E deixe
eu a chamo,
Um nome
Dei-me um nome
Ou então um chão.
Melhor...
Dei-me ao chão.
Unhas cor de chão
Chão no rosto
Rosto de carvão.
Encanto sumindo com ela
Sumindo / ela
Ela.
E ela?
Impeça - na / peça- a que volte
Levanta do labirinto de jornais
Leve as interrogações
E deixe
eu a chamo,
Um nome
Dei-me um nome
Ou então um chão.
Melhor...
Dei-me ao chão.
sábado, 28 de março de 2009
LEVE
A voz quis faltar, falhar, julgar substantivos predicados perfeito ou não, e sujeitos com a terminação em ar.
A voz quis faltar, falhar, parar desistir no meio do caminho, não deu, o grito seguiu enfrente, abafou a voz e desabafou no ar as rancorosas mágoas.
A voz quis faltar, falhar, parar desistir no meio do caminho, não deu, o grito seguiu enfrente, abafou a voz e desabafou no ar as rancorosas mágoas.
ERA CARNAVAL
Marços que virão
marços curarão as tristezas de fevereiro mantidas todas elas atordoadas com os confetes os gritos embriagados e as bandinhas com suas marcinhas encantadoras.
marços curarão as tristezas de fevereiro mantidas todas elas atordoadas com os confetes os gritos embriagados e as bandinhas com suas marcinhas encantadoras.
sexta-feira, 27 de março de 2009
AMOR DESCARTÁVEL
Percorremos mundo espaços em busca do amor ao ponto de quase perder a vida nessa busca tão crucial, travamos grandes guerras e a vontade é tanta que às vezes até as vencemos, não medimos inimigos, não vemos obstáculo movemos qualquer coisa desde montanhas até o mar se preciso for, passamos a acreditar em nós e ganhamos com isso identidade. Isso tudo para quando o encontramos e depois de um tempo de uso o deixarmos partir sem maiores esforços e ao vê-lo partir nos sentirmos e sermos derrotado.
AO ENGANO TEU
Não estais aqui, engano meu pensar que nas altas horas da noite viria seu beijo e quem sabe você, é você preencher os metros de sobra nessa casa, repreendo o seu perfume pairado solto na noite assombrado pelo o fantasma de não poder sonhar.
SUICÍDIO (sentimento também se matam)
O sentimento que fluoraria segundo as expectativas, afogou-se derramando sozinho as lembranças que se tinha em forma de fotografia. Não celebrem nada ou coloquem flores em seu túmulo, saibam que suicídio é pecado.
AS FOLHAS (A Chuva vai cair)
As folhas já vão começar a cair do alto do juazeiro com a força do vento, e Preta teima em não querer levar teu guarda chuva que em tempos de seca leva o nome de guarda sol.
RUA (a proposta)
Na rua só nela te darei uma lua das diversas que antes já havia prometido ao encontro das minhas mãos com outras,
Na rua só nela te darei uma constelação de estrela dessas que devo a muitas outras.
Na rua só nela te darei uma constelação de estrela dessas que devo a muitas outras.
RAIZ
Como era tarde a tarde que se percebia por dentro do olho entre brechas de janela e ganâncias martirizadas pela cor daquele dia preguiçoso que se preparava pra chover horas derrubar minutos esses no semblante do pensamento bem no meio dos pés que não deixa calar,tudo se tornava contraditório nada se falava com o vôo dos pássaros subindo e descendo ambos em sincronismo surreal e só se escutava um leve bater de asas e sussurros da extremidade que não se media diante da transfiguração assim mesmo continuada roendo o resto das unhas escavando estradas sentindo os corpos soletrados em sílabas pela boca molhada no cuspo de tanta força sem necessidade alguma para essa sua pronuncia, caído, cheirando o cheiro perfumado que só as rosas têm quando espera a raiz, de que? Não se sabe.
segunda-feira, 23 de março de 2009
CONSOLO
Consolai sem apego
o descontentar
a faca de dois gumes
atrevido ardente
cá dento,
erguido depois
das várias chances
que perdi de te perder.
o descontentar
a faca de dois gumes
atrevido ardente
cá dento,
erguido depois
das várias chances
que perdi de te perder.
COMPOSIÇÃO
E é isso,
Dentro de mi,
de dó
de tu
de nós
Soa notas
De tantas que se transforma em canção.
Dentro de mi,
de dó
de tu
de nós
Soa notas
De tantas que se transforma em canção.
domingo, 22 de março de 2009
Seu Magalhães
Dividindo com cuidado as utopias em migalhas, passa por despercebido a passagem de um certo Magalhães na frente do terreiro, um senhor que em certos tempos de padroeiro sai em porta e porta batendo pedindo uma ajuda em esmola aos de bom coração em nome de Cristo Rei. Com canções de reis, e rimas segue seu caminho pedinte em um ato de fé e esperança, essa resguarda para poucos como o Seu Magalhães.
sábado, 14 de março de 2009
SE DIZ PROMESSA
Que seja esse só mais um dos vários tempo que nos leva a uma breve passagem pelo o inferno minha querida de cabelos loiros, tempo que sempre damos um ao outro quando sentimos cansados depois de uma brevê discussão media por duras rotinas. Falta de palavras, mentiras acusações sempre são usadas como desculpas atingidas pelo o ódio para fugir dos assuntos impostos na causa para se entrar longamente em uma briga.
E se não for mais um dos vários tempos minha querida, saberemos que diante das promessas feitas em uma calçada escura próximo ao um orelhão azul se transformou no que o próprio nome diz, promessa.
E se não for mais um dos vários tempos minha querida, saberemos que diante das promessas feitas em uma calçada escura próximo ao um orelhão azul se transformou no que o próprio nome diz, promessa.
A ESCRITA
Somos cobaias do amor ó menina,declame essas palavras inúteis para outras pessoas,
repasse para quer quiser ouvir e acreditar.
Procure aceitar isso,não passamos de ratos e seremos sempre ratos,cada vez que olhos se cruzarem,cada vez que mandarmos bombons com frase para alguém cara vez que pensarmos dia e noite em alguém estaremos nos condenando a uma sentença, estaremos nos condenando a virar ratos. E diferente deles acabamos só, quer queira ou não.
repasse para quer quiser ouvir e acreditar.
Procure aceitar isso,não passamos de ratos e seremos sempre ratos,cada vez que olhos se cruzarem,cada vez que mandarmos bombons com frase para alguém cara vez que pensarmos dia e noite em alguém estaremos nos condenando a uma sentença, estaremos nos condenando a virar ratos. E diferente deles acabamos só, quer queira ou não.
sexta-feira, 13 de março de 2009
CANTO O CANTO
Canto o canto da natureza
E suas riquezas
Sem enrolar.
Canto o canto da bola
Tudo que rola
Eu posso cantar.
Canto a sinceridade
A liberdade
Que vontade que dar.
Canto a esperança
A criança
O gosto de brincar.
Canto o canto dos oprimidos
Dos escondidos
Que vão cantar.
Canto o canto do gueto
Do medo
Do falar.
Canto a verdade
A igualdade
Do proclamar.
Canto o julgamento
Do lamento
Sem condenar.
Canto o canto do pensar
Do embolar
Do mudar.
E suas riquezas
Sem enrolar.
Canto o canto da bola
Tudo que rola
Eu posso cantar.
Canto a sinceridade
A liberdade
Que vontade que dar.
Canto a esperança
A criança
O gosto de brincar.
Canto o canto dos oprimidos
Dos escondidos
Que vão cantar.
Canto o canto do gueto
Do medo
Do falar.
Canto a verdade
A igualdade
Do proclamar.
Canto o julgamento
Do lamento
Sem condenar.
Canto o canto do pensar
Do embolar
Do mudar.
sexta-feira, 6 de março de 2009
INQUIETUDO
Alma de vidro, corpo transparente mente fresca de lê bons livros, poemas, quadrinho, turma da Mônica, Xuxa nada relacionado com a vida.
Se joga fora, pra fora só se for de casa, licença pra rezar um bom poema ou uma boa oração algo que acabe com essa inquietude por não ter nada pra fazer, cadê os barulhos das buzinas dos carros? Cadê as pessoas caminhando apressadas estressadas cada qual com seus problemas?
Sinto falta da inquietude de um outro lugar.
Tudo sujo, tudo está sujo como os copos as paredes os pratos na pia ainda por lavar falta coragem e uma mão ou que alguém se levante e se fazia em alguém alguma coisa por entender, compreender.
E me repito a dizer: Sinto falta da inquietude de um outro lugar.
Refiro-me a incertezas.
Nada a mais pra se aturar, nem pra mim e nem para aquela mente quieta no canto com um lápis batendo contra a cabeça carregando pra si e consigo loucuras indeterminadas pra se contar na hora de dormir, imagens perdendo a cor, a cor perdendo a lucidez a lucidez se perdendo.
Cada um é cada um e isso não nos faz ser o valor que falam por aí.
Se joga fora, pra fora só se for de casa, licença pra rezar um bom poema ou uma boa oração algo que acabe com essa inquietude por não ter nada pra fazer, cadê os barulhos das buzinas dos carros? Cadê as pessoas caminhando apressadas estressadas cada qual com seus problemas?
Sinto falta da inquietude de um outro lugar.
Tudo sujo, tudo está sujo como os copos as paredes os pratos na pia ainda por lavar falta coragem e uma mão ou que alguém se levante e se fazia em alguém alguma coisa por entender, compreender.
E me repito a dizer: Sinto falta da inquietude de um outro lugar.
Refiro-me a incertezas.
Nada a mais pra se aturar, nem pra mim e nem para aquela mente quieta no canto com um lápis batendo contra a cabeça carregando pra si e consigo loucuras indeterminadas pra se contar na hora de dormir, imagens perdendo a cor, a cor perdendo a lucidez a lucidez se perdendo.
Cada um é cada um e isso não nos faz ser o valor que falam por aí.
FRANCISCA, JOÃO, EU O JARDIM SECRETO E A ESPERA.
E se queres por algum motivo bobo esperar por ele aí sentado nessa pedra Francisca a beira da estrada que segue para algum lugar pra longe daqui, que espere! Faça suas insaciáveis vontades, e se quere realmente saber, sim, gosto da sua companhia mesmo quando tenho os outros.
Usei os mais diversos argumentos, como se as palavras adiantasse alguma coisa, para aquela menina que antes cultivava no jardim de seu coração um sentimento fiel a mim, e por vez eu não o cultivei e hoje sou eu de cuidar desse jardim. E nada adiantou como eu já previa.
E por algum motivo não muito obvio para mim, Francisca ficou sentada na pedra a beira da estrada esperando por João que por telefone comunicou que iria chegar às 15:00 daquela tarde quente do mês de março. Já passava das 16:53 e mesmo com os meus argumentos, mesmo com o mundo contra ela, ela ficou lá, lá eu a deixei me fui, com o arrependimento pegando no pé e pedindo pra ficar, ela nem pediu pra que ficasse, talvez não me quisesse ali. Fui, aquilo já estava fora do eixo acobertado pela a razão, sabia eu que iria anoitecer e João não viria, aquilo não passaria de mais uma promessa desfeita por ele, mas deixa pra lá, chegará uma dia em que Francisca abrirá os olhos, assim como eu. Ou não.
Usei os mais diversos argumentos, como se as palavras adiantasse alguma coisa, para aquela menina que antes cultivava no jardim de seu coração um sentimento fiel a mim, e por vez eu não o cultivei e hoje sou eu de cuidar desse jardim. E nada adiantou como eu já previa.
E por algum motivo não muito obvio para mim, Francisca ficou sentada na pedra a beira da estrada esperando por João que por telefone comunicou que iria chegar às 15:00 daquela tarde quente do mês de março. Já passava das 16:53 e mesmo com os meus argumentos, mesmo com o mundo contra ela, ela ficou lá, lá eu a deixei me fui, com o arrependimento pegando no pé e pedindo pra ficar, ela nem pediu pra que ficasse, talvez não me quisesse ali. Fui, aquilo já estava fora do eixo acobertado pela a razão, sabia eu que iria anoitecer e João não viria, aquilo não passaria de mais uma promessa desfeita por ele, mas deixa pra lá, chegará uma dia em que Francisca abrirá os olhos, assim como eu. Ou não.