sexta-feira, 27 de março de 2009

RAIZ

Como era tarde a tarde que se percebia por dentro do olho entre brechas de janela e ganâncias martirizadas pela cor daquele dia preguiçoso que se preparava pra chover horas derrubar minutos esses no semblante do pensamento bem no meio dos pés que não deixa calar,tudo se tornava contraditório nada se falava com o vôo dos pássaros subindo e descendo ambos em sincronismo surreal e só se escutava um leve bater de asas e sussurros da extremidade que não se media diante da transfiguração assim mesmo continuada roendo o resto das unhas escavando estradas sentindo os corpos soletrados em sílabas pela boca molhada no cuspo de tanta força sem necessidade alguma para essa sua pronuncia, caído, cheirando o cheiro perfumado que só as rosas têm quando espera a raiz, de que? Não se sabe.

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