sexta-feira, 6 de março de 2009

FRANCISCA, JOÃO, EU O JARDIM SECRETO E A ESPERA.

E se queres por algum motivo bobo esperar por ele aí sentado nessa pedra Francisca a beira da estrada que segue para algum lugar pra longe daqui, que espere! Faça suas insaciáveis vontades, e se quere realmente saber, sim, gosto da sua companhia mesmo quando tenho os outros.
Usei os mais diversos argumentos, como se as palavras adiantasse alguma coisa, para aquela menina que antes cultivava no jardim de seu coração um sentimento fiel a mim, e por vez eu não o cultivei e hoje sou eu de cuidar desse jardim. E nada adiantou como eu já previa.
E por algum motivo não muito obvio para mim, Francisca ficou sentada na pedra a beira da estrada esperando por João que por telefone comunicou que iria chegar às 15:00 daquela tarde quente do mês de março. Já passava das 16:53 e mesmo com os meus argumentos, mesmo com o mundo contra ela, ela ficou lá, lá eu a deixei me fui, com o arrependimento pegando no pé e pedindo pra ficar, ela nem pediu pra que ficasse, talvez não me quisesse ali. Fui, aquilo já estava fora do eixo acobertado pela a razão, sabia eu que iria anoitecer e João não viria, aquilo não passaria de mais uma promessa desfeita por ele, mas deixa pra lá, chegará uma dia em que Francisca abrirá os olhos, assim como eu. Ou não.

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