Chapéu tirado joelhos curvados para cortejar uma linda donzela fina perfumada mais que as rosas do campo e de pele limpa clara com neve nunca tocada pelo o sol.
Recolhe o chapéu até a cabeça em sina de cavalheirismo e lhe dar um bom dia curioso, querendo saber o nome da linda donzela que se apresenta naquele cenário tão inadequado para aquele traje de realeza.
Uma linda donzela dessas que não se vê sempre por essas terras, olhar atrevido e ao mesmo tempo esquisito, olhar que não se entende, não se pega não se esconde não se olha, complicado até de explicar.
O sopro levado sopra e arranca uma pétala de uma rosa que estava no vestido da donzela pro outro lado da cerca perto do riacho fundo.
O gado pastando caminha lento, rápido passa aquele momento sem muita demora ou apresentação deixando poucas chances de vingar alguma coisa entre essas duas pessoas.
Mais tarde no descanso do alpendre, botas jogadas para um lado chapéu pra outro, o vaqueiro fica sabendo que aquela linda donzela é filha do patrão, lhe vem logo no rosto um sorriso com misto de surpresa e apreensão, talvez realmente ele quisesse saber, talvez não / talvez a resposta buscada fosse o sim vindo da boca dela e também do patrão. As coisas até então que ele ali tinha construído, pode se acabar por conta do sentimento que nasceu quando ele viu aquela donzela filha do patrão.
O patrão é gente boa, confiável e amigo, mas sabe que se mexer a filha do patrão vai ter castigo correndo risco até de morte.
Esse amor pretendido é coisa rara de acontecer e ele sabe disso, não quer ariscar já pensando nisso, pode ela não corresponder e ficar tudo assim perdido, ele sem teto nem casa e sem ter o que comer. Retira o sue cavalo da chuva pra não se molhar, amanhã muito cedo vai com desgosto trabalhar, carregando consigo uma dor nunca sentida mexendo forte na barriga dando murros no coração.
Os anos se passam 12 são eles rápidos como o vento, a donzela hoje casada diz que vai se mudar vai embora pra longe daquele lugar, o vaqueiro muito doente de tristeza cai do cavalo já desacordado, orgulhoso como seu falecido pai não se entrega tenta mais não consegue se alevantar, é levado para uma cama agonizando coitado, mandam chamar um doutor pra dar o diagnóstico, o doutor depois de lhe examinar diz que não tem jeito a morte está bem próxima pra ele não tem mais cura, seus companheiros rezam uma oração e choram ao ver aquele vaqueiro o melhor de todos naquela situação, o patrão pega em sua mão e lhe banha de elogios dizendo aos vaqueiros considerava um irmão por muitos anos trabalhar ao seu lado vai sentir sua falta e vai sempre lembrar daquele vaqueiro alado, e diz mais queria que sua filha casasse com ele e não com outro sujeito qualquer, logo em seguida vem a linda donzela com lagrimas lhe enchendo a mão, o vaqueiro em seu último esforço enfia a mão no bolso e quando abre a mão traz aquela mesma pétala que caiu do vestido da linda donzela no riacho fundo a 12 anos atrás. Não foi dita as últimas palavras nem foi tocado músicas nem nada, fico apenas o silêncio e a imagem da linda donzela chorando com a pétala na mão guarda até hoje por aquele rapaz.
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