sexta-feira, 20 de novembro de 2009

ROMANCE

Tarde, não é já tão mais assim todas as vezes que sois acolhidos calorosamente com uma xicará de café por trás de um afeto até então não costumeiro e nem compreendido. Acolhe as mãos as minhas, como uma mãe acolhe em seu colo um filho. Se recolhe nas vezes que falo no prometido.
Não sou teu filho, nem quero ser, quero sim ter o teu amor mas de outra forma por outro ângulo não percebes?
Deve ser o efeito da noite que já vem chegando, o escuro o calar dos pássaros.
Deve ser.
Não há outra razão pra isso.
Talvez já seja tarde pra se avançar por esse radiante horizonte nunca visto por seus olhos, tão notável que até um cego por sua fraqueza mais com tato aguçados poderia sentir. O mundo vai muito mais além da noite e do dia. Existe um além mundo e esse que eu quero te mostrar. Ou eu sou tarde demais pra se tornar dia? Ou será que sou um verão a mais pra ser primevera?

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