quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

CONTO DO CONFORMAR SE.

Meus poemas, assim como eu, vão morrer, talvez morram de morte natural ou quem sabe morram de morte matada, talvez demorem a morrer, talvez amanhã nem existam mais. Porem, entre tantos talvez (s) e sobre posições, o importante de tudo isso, é que eles um dia, por alguns anos, existiram. 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

POR ONTEM.

Hoje encontro me vivendo em um cais, no caos do porto de onde nunca deveria ter zarpado, tendo como destino apenas o horizonte, nunca quis eu assumir, mas sempre estive perdido largado por ai, nunca tive para onde ir, nunca soube eu o que é o que foi o que seria um convite. Fui, criado sempre sozinho, nada me prendia e até hoje, nada me prende, não tenho arrependimentos, nunca pronunciei a palavra sofrimento, não tenho lamentos, pois minha ida foi sempre foi banhada de tristezas grosas, amargas, dessas que amargura até a limpa e perfumada roupa da alma, sou eu a eterna calma que muitas vezes sou confundido com bondade e sou pisado por aqueles que se julgam aperfeiçoados, ou seja, homens que não carregam culpas em tuas malas peregrinas, homens estes que se auto julgam como semideuses de carne e belos rotos, quanta protuberância, enquanto isso, no chão daquele porto, deitado de ressaca de vinhos e rum, eu me finjo de tolo / morto entre os profetas preguiçosos que se fingem e se vestem de sábios conselheiros por não gostarem de trabalhar arduamente, peregrinos do disfarce que nem sabe se quer ler, e se dizem prever o futuro. O mundo, é de fato o lugar mais limpo do mundo, mas que suporta muita imundices humanas, a terra com sua voz rouca e velha por salvamento aclama, ninguém ouve, todos só reclamam, ninguém se ama, todos se enganam.

sábado, 12 de fevereiro de 2022

ATUAIS COMO TAIS.

Por tanto, sem muito tempo para te descrever sobre os meus últimos atos nada heroicos que vim a cometer sem nenhum tipo repúdio e estando eu acima de tudo lucido, por assim dizer, defendo me afirmando que usei me do livre arbítrio amparado nas leis que inventei para não se auto condenar, achar que foi um pecado todas as investidas diversas que fiz visando somente o mais lindo dos atos da loucura de quem buscar sua liberdade, ato esse que nada mais é do que a significância do viver. Arrependimentos? Deixe os para quando morrer e nunca mais poder atrevesse a insana loucura degustar, e nunca mais, por momento nenhum, não deixa lá escorrer por entre seus dias de glórias abusadas, eternizadas nas memórias nada fatídicas, daquelas que da vontade de vive las novamente ao lembrar.