segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

POR ONTEM.

Hoje encontro me vivendo em um cais, no caos do porto de onde nunca deveria ter zarpado, tendo como destino apenas o horizonte, nunca quis eu assumir, mas sempre estive perdido largado por ai, nunca tive para onde ir, nunca soube eu o que é o que foi o que seria um convite. Fui, criado sempre sozinho, nada me prendia e até hoje, nada me prende, não tenho arrependimentos, nunca pronunciei a palavra sofrimento, não tenho lamentos, pois minha ida foi sempre foi banhada de tristezas grosas, amargas, dessas que amargura até a limpa e perfumada roupa da alma, sou eu a eterna calma que muitas vezes sou confundido com bondade e sou pisado por aqueles que se julgam aperfeiçoados, ou seja, homens que não carregam culpas em tuas malas peregrinas, homens estes que se auto julgam como semideuses de carne e belos rotos, quanta protuberância, enquanto isso, no chão daquele porto, deitado de ressaca de vinhos e rum, eu me finjo de tolo / morto entre os profetas preguiçosos que se fingem e se vestem de sábios conselheiros por não gostarem de trabalhar arduamente, peregrinos do disfarce que nem sabe se quer ler, e se dizem prever o futuro. O mundo, é de fato o lugar mais limpo do mundo, mas que suporta muita imundices humanas, a terra com sua voz rouca e velha por salvamento aclama, ninguém ouve, todos só reclamam, ninguém se ama, todos se enganam.

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