segunda-feira, 26 de novembro de 2007
SE AMAR FOSSE O SUFICIENTE
Não existiria decepções, tristeza, lágrimas saudade.
Se amar fosse o suficiente
Não existiria reclamações e o tempo todo era dedicado aos que se amam.
Se amar fosse o suficiente
Não existiria partida, morte, fim ferimento.
Se amar fosse o suficiente
Não existiria dor, percas, arrependimento brigas.
Se amar fosse o suficiente
Não existiria o acaso, e o destino seria uma extensa linha reta.
Se amar fosse o suficiente
Caminharíamos juntos na mesma estrada na mesma direção sem rumos distintos.
Se amar fosse o suficiente
Ninguém trabalharia, vivia de amor, passava os dias de suas vidas sentado em uma cadeira na varanda de uma casa vendo o sol se pôr e nascer na companhia da pessoa amada.
Se amar fosse o suficiente
Não existiria poetas.
(POETA KARU)
MIL RAZÕES PRA NÃO TE PERDER
Perder você significará rasgar as cartas que você me mandou, queimar os presentes apagar tudo, isso eu não quero.
Perder você significará morrer bruscamente da pior forma que possa existir, isso eu não quero.
No fim de tudo te Perder significará sofrer, e isso eu não quero.
(POETA KARU)
sábado, 24 de novembro de 2007
SOFÁ
pelejas das sensatas tristezas comovente,
onde o drama não vem a ser nenhum vilão
não apaga a chama dos amantes, ao contrário ele une em um sofá
perante o claro da tv os abraços que antes descontentava
em náufragos sem nenhum pressentimento a separação da distância mínima,
impossibilitada pelo o orgulho, alí no sofá.
O SOFRIMENTO É SEMPRE IGUAL
A cada vez que julguei amar
Sofri, no canto do quarto de frente
com a porta fechada.
Da mesma forma em que os outros homens.
A cada vez que julguei amar
Cresci, ganhei 42 anos de amadurececimento
fiquei mais velho que o meu pai.
Da mesma forma em que os outros homens.
A cada vez que julguei amar
me perdi, vaguei solto por aí sem noção
sem noite sem vida sem endereço.
Da mesma forma em que os outros homens.
A ultima vez que julguei amar
Da mesma forma que os outros homens
percebi que o sofrimento é sempre igual.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
BRANCA NEVE DE SOLIDÃO
Quem me explica essa dor?
Me vejo em um universo paralelo,
quase sumindo, estancado...
no instante em que me vejo....só.
Quem me explica essa dor?
O reflexo dos pingos forte da tristeza
que ás águas traz faz com que
Eu me veja a cada pingo uma vez mais... só.
Quem me explica essa dor?
A cada vez que me vejo só,
vejo tambem que essa dor não tem explicação.
DOU-LHE
dou-lhe toda a minha pobre vida
rica de amor,
recheada de sofrimento
verde de história.
Dou-lhe a minha alma,
transparente,
sem valor algum,
Só vestida de bondade
e sonhos.
Dou-lhe os meus dias,
sofridos,
alegres,
vivos, ´
com sol,
sem sol,
mortos.
Dou-lhe uma certeza,
que em meio a essas pobres coisas
o meu amor é sincero e puro,
pois junto a ti as riquezas perdem seu valor
e o nosso amor se frutifica de riqueza sentimental.
Dou-lhe uma voz pra te dizer Te amo
e um coração, para junto ao teu bater no mesmo compasso
sob o mesmo céu, no mesmo instante ó minha amada.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
QUANDO TUDO ACABA
Um último trecho...
Um último verso...
Uma única palavra...
E tudo se finda,
Tudo se acaba.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
63 ANOS DE TRISTEZA
Desce riacho seco, Sobe ranchos,
Entra nas casas mais distantes,
Embala qualquer ouvido normal Aos pés da fogueira.
Será um grupo de seresteiros?
Não, é um homem só de mil toques,
Um senhor já velho de feição triste
Tocando seu violão para afastar a tristeza de 63 anos.
TERREIRO ENCANTADO
Lenha, para a fogueira Que quer se apagar;
Viola, para anoite Que teima em não adormecer;
Cigarro, para passar o tempo E alimentar o vicio;
Estrelas, para enfeitar o terreiro E alumiar os olhos;
Fotos, muitas fotos Para que nunca suma das cabeças Esse momento.
TRISTE BELO RAIO DE SOL
Que logo cedo aponta por trás do boqueirão da serra,
Desapontando a esperança de toda a nação nordestina
Que vê suas forças morrer todas as vezes
em que os belos Raios de sol aponta por trás do boqueirão da serra.
UMA CANÇÃO
Nunca fui bom de ouvido não tão pouco de cama.
Mas mesmo sem esse dom consegui interpretar
A melodia de cada nota e as curei,
Dando-lhes um ritmo e as transformando em canção.
SEM MUITAS RESPOSTAS
sabia que tu não nadavas.
Então me pergunto: Porque te levar?
Qual o objetivo?Qual é o propósito?
E eu a te respondo:Não sei!
E então lhe dou as costas
E ganho um oceano todinho pra apreciar.
TE BATIZO
Pois outro lhe caíra tão bem
Não combinará com essa forma meiga
Em que teus lábios se abre quando quer falar,
Não combinará com sua voz rouca
Que se liberta das cordas vocais
Purificando a poluição dos dias
Fazendo esquecer até as dividas do mês
Anota em uma caderneta,
Não combinará com seu olhar curioso
Sempre atento às coisas que a rodeia.
Tudo em você ó Maria concebida de perfeição
É muito lindo.
Se não Maria,
então me diga, qual outro nome
Se identifica perfeitamente com todas essas qualidades?
O TEU OMBRO
Que tantas vezes me acolheu como um refugio, um esconderijo.
O cansaço é impertinente sempre nas noites de conversa,
E seu ombro é aconchegante malicioso, não resisto me atiro a ele Com toda força que resta mesmo com o cansaço que nunca acaba, Espero que o seu ombro também não.
PROCEDENTES DO TEMPO
Destrói,
Equaliza
Desliza,
Aponta
Desmonta,
Organiza
Centraliza,
Anda
Demanda,
Favorece
Aquece,
Espalha
Atrapalha,
Graúda
Ajuda.
QUANDO OS HOMENS DORMEM
tudo anda,
tudo fala,
Depois que todos dormem.
Tudo voa,
Tudo vive,
Depois que todos dormem.
Tudo rasteja,
Tudo Enrica,
Depois que todos dormem.
Tudo se acaba,
Tudo se desfaz
Depois que todos acordam.
DESISTO
Pois estou habito ao desastre que a vida venha a me proporcionar.
Embriagar-me, ó copo.
Pois hoje preciso me camuflar de cotidiano e me fazer de árvore.
Matar-me, ó faca.
Pois eu como poeta sofredor, não quero mais viver, não posso continuar vivendo dessa forma carregando em um corpo duas identidades corroídas por uma dor, por uma paixão.
ALMA TIRANA
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
CAMINHA-TE
regentes por um idéal,
nunca é tarde para se começar
e sempre é muito cedo pra desistir.
ANSEIO POR PEDRAS
com caminhar ainda tímido se despreendem do que as trancafiavam,
do que as tornavam escravos
se libertam...
Livres pra ser a forma que quizer,
para tomar o rumo que quizer.
Mas mesmo assim serão sempre pedras, livres ou não.
Roucos
Em algum espaço que não se determina
Habitava duas vozes roucas...
Duas bocas roucas...
Duas pessoas roucas...
Dois corações roucos...
Dois amores rouco.
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Que não nos falte ar.
Quando o céu cair
E com ele as estrelas.
Que não nos falte ar,
Quando o mundo se apagar
E com ele o universo.
Que não nos falte ar,
Quando eu morrer
E comigo o nosso amor.
UM TORRÃO DE ESPERANÇA
Uma ferida incomoda na cabeça, que sangram furiosamente a cada gota de lembrança escondida silenciosamente na memória. Esquecendo rastro, sombra e passos, deixando saudade a cada partida, e fazendo história nesse meu pedaço de chão.
Suor de Deus
Versos,
Que compõem
As linhas horizontais
do mundo.
Versos,
Que tombam As caixas
Cênicas da pequena
Menina chamada poesia.
Versos,
Que penetram à força
Linha adentra das pautas
Cegas da folha rasgada.
Versos,
Que tocam o som fúnebre
Em pendência da miserável
Vida humana.
Versos ...
Intercalado viajante
Entre toques e sussurros;
Entre segundos e palavras;
Entre seu corpo e minha mão;
Entre seu pescoço e a respiração;
Entre a sua boca e a minha imaginação;
Entre o escuro do sonho e claro da realidade;
Entre você e eu.
Com Desejo, sem perder a razão
Um obstáculo aderente
No infinito universo
De complicações
Que de alguma forma
Básica e nem por isso
Inútil interfere entre
O desejo e a razão.
Não me peça mais.
A saudade um desejo,
Sendo esse protagonista
De seu sub-consciente.
Não peça mais...
Ao mundo um pombo,
Esse sendo símbolo
Da paz que tanto almeja.
Não peça mais...
Aos homens um coração,
Esse sendo todo polido
De sangue vermelho.
Não me peça mais.
Game over.
Todas elas sem salvar nenhuma.
Estão na lona, sem força para esborçar nenhum esforço.
É, acho que agora sim,
é game over pra mim.
Dúvida, incerteza e o medo.
onde as dúvidas se vão...
vastas...
e as certezas ficam...
sem definição...
propositalmente em nossas vidas.
Provocando assim um pouco de medo no inicio,
mas depois nos acostumamos e percebemos que não é tão ruim.
UM NOBRE ESCRITOR (Crônica curta)
Bem lá no cantinho em uma mesa improvisada com cadeiras, uma figura se confunde com tantas outras personagens que são introduzidas no seu pensamento fictício, seus pés presos ao chão da realidade e a cabeça vagando por aí, uma figura de cabelos longos e cheios de tic nervosos, uma figura de barba feita, rosto moreno e olhar penetrante, uma figura que se tranca com seus pensamentos, navega em seus pesadelos, mergulha profundamente em suas intrigas e dores, e se fixa permanentemente em sua máquina de escrever.
Discuti, em verbos e provérbios pra si mesmo as graves expressões que atinge seus textos,
Que persistem em incomodar / atrapalhar os poucos instantes de glória que abastece os cabelos. Esses que toca os amores e atinge os personagens e as farsas melancólicas do mero sujeito, o bandido que se idealiza de mocinho na trama em questão, firmando-se assim no decorrer da história fantasiosa chamada de teatro. Uma figura, que se releva às viagens de curto espaço, de longa meditação com poucas palavras, enquanto seus “atores” se disfarçam em pessoas comuns, e torna-se mero passo em um lugar onde o normal não cabe no bolso, mas na vigorosa realidade.
O SENTIDO DA VIDA.
Em sonhar, dormir sujo depois de correr;
Em conquistar novos amigos;
Em contar os segredos ao amigos;
Em Brincar de boneca até que não queira mais;
Em jogar bola na praça, correr da Polícia;
Em se perder e se achar em outra pessoa;
Em brigar, tomar banho no rio escondido da mãe;
Em beijar pela a primeira vez aos 11 e descobrir que não é tão bom quanto parece na TV;
Em namorar ao 12 anos e se sentir a pessoa mais feliz do mundo;
Em apanhar e chorar depois de uma danação;
Em ir a festa ao 13 e tudo ainda parecer um simples brincar;
Em chegar aos 45 e lembrar de tudo que já fiz.
Enfim, o Sentido da vida está no que fazemos pra que ela tenha um real sentido.
Nada restou
Das passadas que já foram apagadas,
Dos sorrisos que se perderam no caminho.
Nada restou, apenas cinza ficou para o conforto
Do Lamento que supera a si mesmo na profundeza
Do mero egoísmo sinistro, que aqui me suporta e se sufoca com o seu próprio peso. Por não suportá-lo.
Normas
Os normais acharão que é loucura,
Os loucos acharão que é normal.
A dor e o meu sofrimento
Dos meus poucos anos,
E pouco a pouco vai se quebrando em minúsculos pedaços
Dos quais o vento espalha sem dar nenhuma direção.
E Na palma da terra que agora resta
Colo as poucas formas seca ao nublo das dores que me resta.
Para mais tarde deixar de ser só lembrança e torna-se sentimento.
E SE.
Se Existe palavras,
Se Existe formas.
Se não dar pra resistir a tentações
Se não dar pra ser emoção
Se não dar pra ser só desejo
Se não dar pra ser só sonho.
Se não dá.
Fruto da doce manhã
Quando regado pela a pancada da chuva no telhado velho
ganha enfeites, um sabor nutrido de prazer gostoso até de se cheira, pegar, rolar por cima dele. Esse teu fruto ó manha, é muito doce.
Quando aconchegado em uma rede enroladinho ao lado de MARIA, viche! Ficar melhor ainda pra se apreciar.
Tarde preguiçosa, natureza bondosa
Culpa-se
E não fale,
Cale-se,
E sinta descer sobre
Seu corpo carnal Mole,
de batismo falso,
O expedido peso da culpa. Da culpa alheia,
da nossa culpa. Da culpa sua.
Dias
Das coisas da vida, das dores, dos erros,
Das falhas, das feridas, ventos, pedras, espinhos
Águas e até mesmo das nossas desgraças.
Há dias em que a graça de outros dias
Se desgasta.
Acordamos direito e perdemos a graça de toda a vida.
SALVAÇÃO
ó povo.
No mais alto dos tons,
dirigindo-os aos céus.
Aclame bem forte por seus pecados
místicos reduzidos a decepções humanistas.
E reze, reze para ter salvação,
para que aconteça a salvação.
ORVALHO SERTÃO
Gotas de ovário esquecidas pela chuva
Que acabou de molhar os olhos da tarde quente de janeiro,
Vem tecendo um tapete esverdeado na superfície do rosto
de cada nortista sofredor do meu pobre e seco sertão.
E aí acabo percebendo em silêncio que as gotas
não só molhou os olhos da tarde quente de janeiro,
mas sim também os corações secos, quase rachados,
que antes por falta de chuva não habitava nem as folhas secas
da esperança, e que agora vê renascer vida com as gotas de ovário sertão.
O sol vai ser pôr
Deixando um enorme vazio entre o fim da tarde e o começo da noite...
E vai uma vez vai encharcar de lágrimas o sorriso estampado na janela de sua face,
pedindo a todo instante, quase que implorando para que eu não vá.
Não mentirei pra você, sentirei muita vontade de ficar, de não partir, mas preciso ir junto com o sol. É Assim que ter que ser, e assim será.
O escuro da cadeira
E algumas horas de desespero mental,
Mas conseguiram pôr um fim nas últimas
Gotas de tristeza que ainda restava,
e que solidificava aquela cadeira lá no fim da sala escura.
Minha pátria de abandono
Afugentadas, escondidas que se colhe toda manhã no jardim da fértil realidade,
desse país, pequeno pobre país, pequeno até demais para os problemas chamado Brasil.
Um vulgo lugar
A paisagem que se deslumbra nos
ainda parecer ser no mesmo estado de antes,
no nada.... Distante...Fria...De todas palavra,
até mesmo do calor.
Um lugar vulgar pode se dizer...
Sem nenhum afeto,
parece ser de lugar nenhum esse vulgo lugar.
Condenados
A vivermos eternamente ligados por um só amor.
Mas que diga-se de passagem aqueles que não forem a favor dessa nossa condenação. Aprovem e não roguem contra essa decisão, pois já foi nos dado o decreto e não voltarão atrás, ao menos que se provem o contrário.
Cabe muito mais.
Ele vai muito mais além do que se possa imaginar.
Ta certo que a realização do mesmo é parcelada, a longo prazo mas o seu fruto é muito doce, e nem precisa de açúcar.
O brilho dos seus olhos
Brindava, sorria e até
Brincava alegremente,
Enquanto tinha ao seu favor
Esse teu olhar limpo de toda e qualquer sujeira
Impura da mera tristeza.
Agora, nem se declara mais como antes,
ficou cego, depois de ter perdido o brilho dos seus olhos.
Amor de mar.
Do incessante marinheiro...
Encontra-se aberto para os sábios amantes,
Na largura infinita de teus braços,
E tão prospero, tão prospero mesmo
Quanto a distância curta entre os teus lábios
E os meus.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Me perco.
em todos os instantes que existirem.
Só pra ter o prazer de ver você me procurar.
O seu olhar aflito, sua respiração, seu desespero a minha procura,
são poucas coisas minuciosas de uma dádiva em formaDe paixão.
Deliciada, sacudida sem nenhum tormento.
Ativa, nos encontro dos nossos beijos e determinadas
entre os toques das mãos. Por hora essas já se encontram enlouquecida,
aceleradas, parecem até ter presa de chegar a algum lugar,
nesse caso seria a alguma parte do seu corpo para assim, me achar
e eu me perder novamente e tudo começar outra vez.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
OS BONS POEMAS
Um bom poema assim como tantos outros, causa alegria, tristeza, raiva.
Um bom poema assim como tantos outros, deixa saudade quando se fecha, dar uma vontade de reabri-lo.
Um bom poema assim como tantos outros, é firme no seu significado, pleno, severo e por isso sempre se tornam eternos.
RECEITA RECITADA
PISTAS
GUERREIRO SEM CAUSA
EXISTÊNCIA
A fé, a coragem, a vontade de prosseguir, o prazer e até propósito.
É nessas horas que deixo existir.
SÉTIMO DIA
Hora se suicida no erudito fúnebre corpo aquecido pelo o fogo.
Hora queima a alma, hora ele é calma, hora ele desarma o meu português merreca que fica bem ali entulhado entre pontos e vírgulas, e o deixo passar cheio de armas, e ele me deixar ficar sem nenhuma arma. E fico. Fico. Não sei por quanto tempo, desapontado comigo mesmo mas fico.
UM DIA DE ADEUS
terça-feira, 3 de julho de 2007
AMIGOS
Hora são muito;
Hora são bons;
Hora são;
Hora estão;
Hora nem estão;
Hora nem;
Nem hora;
Nem amigos.
CUSPOS, ENGULHO, E VERBO.
DOZE DE SERTÃO
Transtorna nos meus ouvidos melodias de dor e arrependimento,
continuamente em cômodos, tornando-os tão sensível quanto os meus meros tímpanos. Fornecendo-me a mais um gole de cachaça, nos obrigando a tornarmos doze e vomito, ressaca abundante na embriagada noite do Sertão.
TRANSPARECIDO
Dos meus poucos anos,
E pouco a pouco vai se quebrando
Dos quais o vento espalha
Na palma da terra que agora resta,
Colo as poucas formas de lágrima
Para mais tarde deixar de ser
terça-feira, 29 de maio de 2007
IMPRUDENTE CONSCIENTE ACIDENTE
Um silêncio,
E de repente
um estrondo tomando
Vaga distância,
chegando a atingir
kilometros...
E se despedaçando
aos milhares.
COMO SE FOSSE AMOR
Incontestável amor;
Lírico, fudido amor;
Poético, cínico, imprudente amor;
Por ele se afoga em um copo de água;
Por ele se afoga ao copo sem água;
Por ele a água afoga o copo;
Por ele, o copo afoga a água;
Por ele se torna água;
Por ele se torna copo;
Por ele se afoga.
VINDE Ó PELEGRINO
Vim por onde as terras macias
De cor vermelha enfeitam a pobre
Paisagem;
Vim por onde as grades das constelações
Piscante no mural do céu
Alumia e guia a caminhada;
Vim por onde o solfejo dos assobios
Ecoa por entre as altas montanhas
Chegando a toca os ouvidos de Deus;
Vim por onde nem mesmo
O onde define aquele lugar.
segunda-feira, 28 de maio de 2007
O QUE CONTO
É também um dos mais valiosos e belos,
Já contado por estas terras,
Por estes lábios,
Por essas diversas cabeças que aqui se fazem presente.
E este conto começa como tantos outros,
Inicia-se com o tradicional : “Era Uma vez”
E termina como o poética e lendário: “ E foram felizes para sempre”.
Pronto, acabou-se o conto.
SANGUE NAS MÃOS
Seguidas por palavras molhadas de cuspo grotesco,
cansadas, tão forte era que ninguém acreditava
Que a porta naquele estado iria suportar a pressão
Dos impactos.
E lá dentro por trás daquela porta,
uma miúda menina se protegia fechando-lhe os olhos
como que aquele simples gesto lhe salvaria, ou talvez não,
Talvez não fosse essa a sua intenção, talvez ela estivesse
tentando amenizar o medo que lhe tremia as pernas e lhe acelerava
o coração.
O ANOITECER AINDA É O MESMO
a tarde nos agracia com o belo pôr do sol se indo ...
e a barra escura da noite chegando,
Como sempre triste, faltando a hora chorar.
Todos os dias é o mesmo processo
Basta olhar para o céu e vê o sol se indo
E a barra escura da triste noite vindo chegando,
preguiçosa devagar....
falta a hora não chegar.
Do mesmo jeito que aconteceu ontem,
Antes de ontem e que irá acontecer amanhã,
Tudo na mais normalidade,
É desse jeito aqui, na cidade grande,
no mar, em todo lugar.
Mudam os lugares, mais o anoitecer meu amigo,
O anoitecer ainda é o mesmo.
ENTÃO, É ASSIM QUE SE DIZ FIM!
Os olhos já não mais se cruzavam com tanta intensidade,
Tão grande era à distância entre eles ]olhos[ que acabei
TÃO
E farei deste simples gesto nascer uma grandiosa vida,
Tão ardente.... Que nem mesmo o sol se compara....
Tão Simples.... Que nem mesmo o mais sábio dos homens já mais imaginou inventá-la.
TÃO
E farei deste simples gesto nascer uma grandiosa vida,
e com ela uma grande história,
interpretada por nós mesmos os coadjuvantes da vida real.
Tão linda.... Que nem um poeta ousou escrever....
Tão ardente.... Que nem mesmo o sol se compara....
Tão Simples.... Que nem mesmo o mais sábio dos homens
já mais pensou em inventá-la.
SOL, NÃO HAVIA
Procuramos por todo o extenso território do céu,
O que prevalecia era só uma imensa nuvem de adeus
UM PEDIDO DE DESCULPA
mas não pude conter
toda a tonalidade de um amor vivo e intenso
que se bulia toda vez que te via,
um amor que brilhava feito rubi no meu coração
e refletia nos teus olhos,
o mesmo que fazia nascer palavras em minha boca.
Por isso o libertei, liberando assim todo o sentimento
que se guardava, longe de você,
e dormia e acordava aqui dentro de mim.
domingo, 27 de maio de 2007
MAIS UMA VEZ O CONTO
Os “contos” prematuros renasciam
Feito água quando brota do chão.
Teimoso e persistente quase nem se
Criavam por querer ter vontade própria,
Vingando nos mais vastos solos que
Abrangia as dependências da cruz
Onde lhes serviam encarnados, imundos,
De boca em boca, sem direitos autorais.
Apenas passava de voz em voz.
A ÚLTIMA PASSAGEM DA VIDA POR AQUI
A última vez em que esteve aqui,
QUEIRA MAR
Afundar no teu ego profundo
O beijo da minha amada Marilia
Que partiu dizendo nunca mais voltar.
Queira mar
Carregar com teu balanço enjôento
As lembranças da minha amada Marilia
Que partiu dizendo nunca mais voltar.
Queira mar
Molhar em tuas águas salobras
As cartas da minha amada Marilia
Que partiu dizendo nunca mais voltar.
Queria mar
Me carregar pra junto
Da minha amada Marilia
Que partiu dizendo nunca mais voltar.
CORTE, PÁSSARO, CANTO
A corte hoje recusa suas carnes não corteja seu pescoço,
Rejeita também as suas cartas de desgosto,
A corte não é fria quanto parece, quer apenas aparecer,
Chamar a mídia pra cima dela,
redefinir toda a perversidade de antes,
Mas tu pássaro, não devias martirizar o teu canto
Eufórico, folclórico por causa desta pequena simbólica
observação casual.
Então, não se oprima, nem deprima, apenas cante pássaro,
Cante a sua glória de viver, nem que esse viver signifique
Apenas alguns minutos a mais, junto ao seu prazeroso canto.
POR AQUI, POR LÁ
CATA-MENINO
CRIANÇA DE PAPEL
O SURGI DAS CURVAS
Postas ao sopro dos empurrões desqualificado e visível,
Quase sem querer. Onde o ver, não é nenhum problema,
é fácil e também comum. O mais complicado em um dos seus
termos é simplesmente tocá-lo,
veja bem simplesmente um toque. Algo tão comum no dia-a-dia
que se passa despercebido, mas para essa formação adequada
para a curva, isso é a única necessidade que se propõem,
quer que aceitemos ou não.