sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

AQUI O ABANDONO

A dor do abandonar é de calar qualquer voz
Assombrar qualquer grande guerreiro
Derrubar o mais alto dos muros.

DESSAS NOITES

Em uma noite dessas me saio me perco me escondo te vejo
Em uma noite dessas viro noite viro lua e te encontro.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O PASSAGEIRO

Agora quem parte sou eu, é chegado minha vez, já ví muitos partirem e sei como é ruim ficar enquanto o outro se vai.

Agora sou o passageiro.

Não quero fraqueza, tristeza, lamentações. Enquanto estava aqui nunca me mostrei fraco, quero ver a beleza no rosto de cada um exposta atravez de um sorriso seja ele singelo ou estrapolado, gargalha também pode.

Vale lembrar, é lembrar das coisas boas que juntos fizemos e das ruim tamém, as lembranças é um saco enorme com bastante espaço onde guardamos de tudo, desde as pequenas coisas até as grandes.

Só não vale chorar, se chorar vai borrar os esbolsos de alegria que a vida nos deu e quem sabe assim pode perdê-los.

...

REIVENTADOR

Reiventar
Parece fácil como rimar
As coisas são facéis quando paracem ser.
Nós que somos complicados.
Não se engane,somos bons, conseguimos reiventar que é muito mais fácil do que criar.

INOCÊNCIA

Deixe que o amor explique o que eu nunca entendi.

FRAÇÃO

Os caminhos ganhando outras direções
O silêncio vencendo a razão
O medo se propagando na multidão.

Que razão?
Qual direção?
O que aconteceu ou o que está acontecendo?

É a realidade que está nascendo
Pobre de fome morrendo
Rico de sede se afogando
O desgelo
O preconceito
Não aceito
Esse é o meu direito e de todos nós eu ainda tenho esse direito.
Insegurança
Aconteça o que acontecer, a resposta virá sempre em forma de vingança, nada se alcança.
Importância, alguém dê a essa criança sem rosto identidade um caderno para que possa sonhar e se dizer feliz: Sou o futuro do meu País.

É uma só bagunça. Eu não sei nadar se essa embarcação chegar afundar.

Falta de respeito.
E que cubram a cara aqueles que por essas e tentas outras coisas sentem vergonha.
Não parece mas é isso que está acontecendo, falta de vergonha.
E ninguém está percebendo, viram a cara e continuam bebendo.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

PRAS COISAS

O não agir
O não ditado
O mesmo não
Acaba sendo um sim
Pra outras tantas coisas.

SEGUIR ANTES QUE PARTA

Pra onde ir se não há mais distância nem muros de ventânia no caminho que os pés tocam?

O melhor é ficar aqui, e esperar a chuva passar.

ACONTEÇA

Demora...
Longos...
Grandes tempos,
Tempos...
Miúdos crianças
curtos pertos.
Mas vai acontecer.

A SUA MINHA POESIA

Poesias, minhas,
Admito, não são mais minhas
Agora e desde então são suas
Pra sua interina vontade
Faça-se delas o que queira
Aprenda, leia estude-as
Cresça, ou ao menos finja
Não cite-a esconda
Em sussuros aprecie
Apreciará
E quem sabe nos mais tardar dos velhos dias
Me devolverá, em surtos beijos ou quem sabe em forma de papel mesmo.
A sua minha poesia.

ENFILEIRADOS

Sonhos enfileirados,
Na fila de espera
Espera
Espera
Espera.

Vira projeto
Detesto essa parte
Deixa de ser
Não acontece
Deixa de fazer / acontecer
Entristece
Amolece
envelhece, até...Morrer.

Sonhos enfileirados,
São tão desarrumado
Sujos
Engiados
Grudentos
Fracassados.

Sonhos enfileirados,
Essa filha não se acaba
Só aumenta.

OLHA LÁ O TEATRO CHEGANDO

O teatro solto na rua

Livre de rua

É o teatro do povo.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

CINZA

Depois de um trago
Um suspiro incompleto
Para completar o cigarro
E virar cinza.

A FILHA DO PATRÃO

Chapéu tirado joelhos curvados para cortejar uma linda donzela fina perfumada mais que as rosas do campo e de pele limpa clara com neve nunca tocada pelo o sol.
Recolhe o chapéu até a cabeça em sina de cavalheirismo e lhe dar um bom dia curioso, querendo saber o nome da linda donzela que se apresenta naquele cenário tão inadequado para aquele traje de realeza.
Uma linda donzela dessas que não se vê sempre por essas terras, olhar atrevido e ao mesmo tempo esquisito, olhar que não se entende, não se pega não se esconde não se olha, complicado até de explicar.
O sopro levado sopra e arranca uma pétala de uma rosa que estava no vestido da donzela pro outro lado da cerca perto do riacho fundo.
O gado pastando caminha lento, rápido passa aquele momento sem muita demora ou apresentação deixando poucas chances de vingar alguma coisa entre essas duas pessoas.
Mais tarde no descanso do alpendre, botas jogadas para um lado chapéu pra outro, o vaqueiro fica sabendo que aquela linda donzela é filha do patrão, lhe vem logo no rosto um sorriso com misto de surpresa e apreensão, talvez realmente ele quisesse saber, talvez não / talvez a resposta buscada fosse o sim vindo da boca dela e também do patrão. As coisas até então que ele ali tinha construído, pode se acabar por conta do sentimento que nasceu quando ele viu aquela donzela filha do patrão.
O patrão é gente boa, confiável e amigo, mas sabe que se mexer a filha do patrão vai ter castigo correndo risco até de morte.
Esse amor pretendido é coisa rara de acontecer e ele sabe disso, não quer ariscar já pensando nisso, pode ela não corresponder e ficar tudo assim perdido, ele sem teto nem casa e sem ter o que comer. Retira o sue cavalo da chuva pra não se molhar, amanhã muito cedo vai com desgosto trabalhar, carregando consigo uma dor nunca sentida mexendo forte na barriga dando murros no coração.
Os anos se passam 12 são eles rápidos como o vento, a donzela hoje casada diz que vai se mudar vai embora pra longe daquele lugar, o vaqueiro muito doente de tristeza cai do cavalo já desacordado, orgulhoso como seu falecido pai não se entrega tenta mais não consegue se alevantar, é levado para uma cama agonizando coitado, mandam chamar um doutor pra dar o diagnóstico, o doutor depois de lhe examinar diz que não tem jeito a morte está bem próxima pra ele não tem mais cura, seus companheiros rezam uma oração e choram ao ver aquele vaqueiro o melhor de todos naquela situação, o patrão pega em sua mão e lhe banha de elogios dizendo aos vaqueiros considerava um irmão por muitos anos trabalhar ao seu lado vai sentir sua falta e vai sempre lembrar daquele vaqueiro alado, e diz mais queria que sua filha casasse com ele e não com outro sujeito qualquer, logo em seguida vem a linda donzela com lagrimas lhe enchendo a mão, o vaqueiro em seu último esforço enfia a mão no bolso e quando abre a mão traz aquela mesma pétala que caiu do vestido da linda donzela no riacho fundo a 12 anos atrás. Não foi dita as últimas palavras nem foi tocado músicas nem nada, fico apenas o silêncio e a imagem da linda donzela chorando com a pétala na mão guarda até hoje por aquele rapaz.

HÁ DE HAVER

Caminho errado não existe se este caminho te leva a qualquer destino mesmo que seja o não traçado.

ELEIÇÃO NO CÉU

O mandato de Deus como ser supremo está acabando, as eleições se aproximando, lá existe reeleição? Quem será o novo candidato?
Só sei que vou votar.

ENQUANTO VERDADE

O amor verdadeiro acontece em cima da verdade do lado da razão bem distante da mentira. Se não seguir esses requisitos, então não é amor.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

HIPÓTESE

E talvez essa fosse a sua vez de pedir perdão.
Isso nunca vamos sbaer já que tudo ficou nessa única hipótese.

MAIS NUNCA

Um dia, foi descrito como distante, era, não mais.
Levado, ficou, lá pra trás, de tão distante que virou até nunca mais.

PALPITE

O destino que siga o seu significado, sua vida, se é que tem uma, e deixe de dar palpite na vida dos outros.

TERRAS AMADA

Terras
Atiradas.
Fincadas são pedras
Jogadas é apredejo,
E as deixos, lá no firmamento
Enfiada no chão.

Terras
Veras.
Pedras arrancadas
Solo furado
Vazando bordão.

Terras
Um pouco mais
Um pouco menos
Deste mesmo nome atendido por chão.

RELENTO

Agora que os meus versos estão calados,
posso me aquietar na rede
livrar dos livros dos pensamentos
virar bicho solto ao relento.

ROMANCE

Tarde, não é já tão mais assim todas as vezes que sois acolhidos calorosamente com uma xicará de café por trás de um afeto até então não costumeiro e nem compreendido. Acolhe as mãos as minhas, como uma mãe acolhe em seu colo um filho. Se recolhe nas vezes que falo no prometido.
Não sou teu filho, nem quero ser, quero sim ter o teu amor mas de outra forma por outro ângulo não percebes?
Deve ser o efeito da noite que já vem chegando, o escuro o calar dos pássaros.
Deve ser.
Não há outra razão pra isso.
Talvez já seja tarde pra se avançar por esse radiante horizonte nunca visto por seus olhos, tão notável que até um cego por sua fraqueza mais com tato aguçados poderia sentir. O mundo vai muito mais além da noite e do dia. Existe um além mundo e esse que eu quero te mostrar. Ou eu sou tarde demais pra se tornar dia? Ou será que sou um verão a mais pra ser primevera?

PASSARELA

A passarela passa, fica, vai volta e torna a ficar.
A passarela é passada até se perder e no mesmo instante no mesmo lugar se achar.
A passarela não é, ela está.
Até a passarela passa só ela que não vai passar.

U.T.I

A vida
Vive
Na
De
U.T.I.
A qualquer momento
pode morrer.

PLUMA

Pluma carregada aos sopros
Pluma aos carregados
Pluma sopros
Sopros
Carregado de pluma.

GOTAS DE APLAUSOS

Deixo o perdão ser aprisão a se pagar como castigo,
Haja visto e ouvido a sua versão um pouco mirabolante, com um roteiro e texto ensaiado, diria até que muito bem, as expressões copiadas das tele novelas, os movimentos com as mãos o seu jeito de se dizer angustiada. Tudo é muito teatral, perfeito.
E eu, sendo o seu único público nesse teatro meio que romano, fico de pé e te dou gotas de aplausos.

ALEGRIA DE HORA

Corre horas,
Saltos, assaltos fazem parte de suas travessuras
nas andanças igualatória, no instante aqui, lá, longe.

As horas correm,
Escorrendo ladeirase acima derramando os segundos
plantando minutos colhendo dias.
Desamarrada, divertindo, pulos.

Horas correm,
Pés batendo na bunda não espera não se cansa não para,
o fôlego nunca ofega, desde que foi inventada vive sempre correndo em um rítmo nada cadenciado.

Horas as corre,
Corre as horas inssaciavél.

DESDE

Água para um copo, um copo para uma mão,
a mão para um copo, água para uma sede,
sede para água.
E assim por diante.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

MARÉ

E as ondas se vão, indo e voltando, voltando e indo de encontro às rochas em seu caminho sumindo no tão longo infinito.
E as ondas vêm, voltando e indo, indo e voltando se jogando aos braços da praia molhando os meus pés.

MAR / FIM

Mar
sem fim,

Fim
sem mar.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

DOS ANTES

Agora é o vento que recolhe suas velas seus mastros e sem mais nem menos se atira nu ao mar, mudando a sua direção.

Já não se fazem ventos como antes.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

VOCÊ E SEUS PORQUÊS

Pra você tudo tem uma explicação, um porque e não é bem assim, ou até seja,
talvez eu que não tenha essas explicações e respostas para os seus porquês.

EU, VERSO

Eu,
até então verso,
vulgar verso.
Agora sou
o inverso
da poesia
da canção.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

FAZ

Quanto tempo faz
Que não nos faz
Faz que não
Não que
Faz.

O ANTES, AGORA E DEPOIS

O agora,
depois do antes, e antes do depois.

LEIS

Aos que se testemunham prósperos, não lhe digam nada, deixe-os pensar que dessa forma garante-lhe o céu. Nós que não temos nenhuma garantia quanto a isso, somos julgadores dos nossos erros. Aponte e serás apontado, perdoe e nunca será perdoado, essas são as novas leis.

FIM DE ANO

Agraciado seja novembro do ano esse, dês dentre as canções de natal e neve essa que por aqui não cai, flocos de tijolos paredes anunciam, paredes eram anunciadas.

Agraciado seja novembro do ano esse nem tão próximo ao carnaval dos pós cinza.

16 DIAS

Inflamado está o meu amor em causa violenta perdendo o equilíbrio
bem próximo da morte /por já se fazerem 16 dias interino sem te ver.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

CORAÇÃO

No laço do coração, agora eu aberto na juventude me vejo amarrado. Nó cego, pulso ferido. O grito por socorro daqui não será ouvido.Ele também não será dado.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

SOBRE HOMENS E TERRA

A fome morreu de fome
assim morre os homens
tragado pela terra.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

UMA GRACINHA DE CIDADE

Cidadezinha miudinha
A bichinha bem boazinha.

Cidadezinha um povinho
Faladorzinho alegrinho.

Cidadezinha, cazinha
Pintadinha bonitinha.

Cidadezinha, limpinha
Arrumadinha uma gracinha.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O TROCO

Troco,
a volta.
Des-troco
Tome de volta.

ETERNO ÍCARO

Voei sim e voarei de novo,
só pra namorar as estrelas,
encíumar a lua,
acariciar as nuvens, recitar poesia pro universo,
lê o diário de Deus e vê suas particularidades e paixões.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

TU BEIJO

Boca beijada, infelicidade causada na árdua questão da vontade, seu bem querer, meu mau me quer, disputada nas petálas de uma flor.

Boca beijada, suada do calor atrevido do beijo. Amor corrido é algo que não se esconde nem se persegue, escorre equanto válido, depois, torna-se roubo. Que dure enquanto belo. Enquanto os olhos os vêem como belo, depois, que se dane.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

VENDE-SE O SOL

Hotéis, janela de vidro, luxo,
Tardes vendo o sol debruçar sobre o mar.

Antes lua, depois estrelas, elas não vem, o céu fica incompleto, a noite aleijada.

Praia, caipirinha, barraca, calor
Tardes se foram vendo o mar afogando o sol.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

SECO TERRA

Eis mais um caminho de terra seca, baldeado de renúncia e dilemas, vestido de problemas não discutidos, caminhos. Cego, guiado pelo o instinto. Certamente ele (o caminho) está foragido. Segue na pressa, escondendo o rosto, deixando suas bagagens / os porém ainda vivos!
Sem mais detalhes.
Calado.
Só mais um caminho de terra seca. Seco como este poema.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A SAGA DE JOSÉ

E lá se vai José...

De cabeça fria nunca engrossa, vai devagar rumo a sua roça,
De onde tira seu sustento. Triste fica o coitado, só quando lembra que não é letrado.

E lá se vai José...

O caminho é longo, ardoso, nem quente nem frio,
É um caminho morno, sem muita definição, causa ou questão.

E lá se vai José...

Com cigarro de paia no bico, tragando o vicio pro tempo matar,
Levando sua cabaça dágua, junto a enchada, nunca deu no trabalho uma mancada.

E lá se vai José...

Com seu esforço garrido, José é home mais valente e valido,
por todo teritório que se procurar, baixinho e forte, ele mesmo diz que não deixa o Norte.

E lá se vai José...

Valido de suas proezas, não é dotado de muitas riquezas,
mas mesmo assim se diz rico, nas graças do bom Deus, que sem nos protejeu.

E lá se vai José...

Anda José, caminha por estes cantos que são teus, acorda que o dia já amanhaceu, e não se pode madrugar. Acorda pra acordar as crianças, e já pra ir trabalhar na bonaça.

E lá se vai José...

Por onde os caminhos não se define e o céu fica no chão, onde as balairinas são fulô encantando o ar, purificando os ouvidos cegos de tanta poeira, subindo e descendo ladeira nesse imenso mundo chamado sertão.

sábado, 19 de setembro de 2009

CORTINAS ABERTAS

Noite fria na fria Guaramiranga
Teatro inteiramente vazio, luzes acessas, cortinas abertas chão deitado quieto esperando os passos que não vem.
Alguém queira aplaudir por favor?!
As luzes por favor, queiram apagarem para que o espetáculo enfim possa começar.

CONDUÇÃO

Agora já de volta ao recinto
Respirando ares de decepção
Por causa da então palavra.
Se reclama / sinto
Brota da terra o chão
Flor rosa amargurada.

Um pé na calçada
Onde não se chega
Pra onde o onde não vai.
O pé na rua parada
A mão inteira
O olho agora traí.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PALAVRAS DE POETA

....
Como sofrem as palavras de um poeta.
Sofre tanto quanto o próprio.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

CASINHA

Casinha...
Miudinha, pequenina nela ninguém mora,
Nela não se pode morar.

Casinha...
Miudinha, pequenina dona de ninguém
Não acredito que dono não tem.

Casinha...
Miudinha, pequenina quase não cresceu
Também não aprendeu.

Casinha...
Miudinha, pequenina esqueceu-se que era casa.
Coitadinha.

LIBERADADE AGUÇADA

Alguns centavos no bolso. Cigarro pra tragar e vários e vários passos a serem dados em busca de um caminho, buscando certo senhor de cabelos brancos e rosto desconhecido chamado destino. Muito mais que isso, um propósito pra vida já gasta, renascer, experimentar, acreditar, são todas palavras mágicas, fazem milagres.

Dessa formas passos são dados sem arrependimento sem nenhuma descrição / não se permitindo descanso ou água, sombra e sono. Basta a sede de se chegar algum lugar.

Curvas e ladeiras vencidas aos poucos / aos poucos se ganha distância, de pouco em pouco se ganha chão. Logo é agraciado com algumas regalias que se tem quando se experimenta a vida, bem como sentir no rosto ar aberto bater, ter visão expansiva, não ter ninguém por perto e se poder grita com toda vontade do mundo LIBERADADE, e saber que não se percorreu ainda nem a metade do trajeto.

ATO EM VERSO

Que sejam versos aqueles rabiscos na parede.

Rimado ou não.
Com ou sem colocação.

Fracionado
Quitado
Apregado
Esbagaçado
Verso.

ATÉ NÓS

Saudade não traduzida em palavras
Palavras apeladas em soluços
Não escuto.

O verbo rasgado em voz
O pão que alimenta a mesa
A mesa que não sustenta
Não sou mudo.

Adeus. E até nós.

CANTO CHUVA

A chuva cai. Alvoroçada.
Peço licença ao tempo só pra escutá-la.
Sinto-me bem ao contemplar o som de cada gota no toque da telha;
É doce a sinfonia que ela produz;
Harmonia, o corpo em progressão rápido descendo ladeira abaixo pra desaguar no rio.

A chuva se vai. Agora mais calma.
Não se acaba. Segue molhando caminhos.
Com toda a sua sonoridade e beleza e o fino desejo profundo de um dia se tornar rio.
Despeço-me sutilmente com um pequeno aceno e fico.
Também querendo ser rio pra mais tarde quem sabe se tornar chuva.

domingo, 13 de setembro de 2009

NEGO QUE TE QUERO

Te quero
Enquanto ao redor tudo se torna de forma minucioso e ridícula e impossível.

Te quero
E agora tenho medo receio de aceitar esse sentimento.

Te quero
E não aceito outro em meu lugar.

Te quero
Dar vergonha de dizer. Sinto nojo de mim. Me desprezo por isso.

Te quero
Não espero que um dia você me diga isso, nem eu esperava um dia dizer essas palavras.

DISTANTE

Os passos quando dado sozinho faz o ali se transformar em distante.

UM DOS SERTÃOS

Há um sertão
Desses milhares sertão
Que há,
Construído em fios
Tecido em letras
Dentro de cada um
Que ousou
Dentro dele
habitá.

sábado, 12 de setembro de 2009

FALE, TE DEIXO FALAR

Fale, te deixo falar
Só pelo o simples prazer de te ouvir.

De te gostar
De te sorrir
De te ser
De te perceber.

Fale, te deixo falar
Só pelo o simples prazer de te ouvir.

De não deixar que você perceba, enquanto te percebo.
Deixo tudo alusivo tentando não te prender.

Fale, te deixo falar
Bobagens, rio de quaisquer, rio muito mais do seu jeito enquanto fala.

Seu jeito tão natural
Minha risada mimada e forçada.
Eu solto largado vendo em uma conversa a chance de se tornar um prisioneiro da sua beleza.

Fale, te deixou falar
Em silêncio peço que suas falas sejam para sempre só minhas.

JEITINHO DE SE DÊS APROXIMAR

Quando pensar
Em querer
Se aproximar.
Eu já serei
Eu já estarei bem próximo.
E será sua a vez de se aproximar.

Na próxima vez
Que estiver próximo
E não me ver aproximar de ti.
Não terá vez.
Não seremos mais próximos.

VERA VINGANÇA

E quando mais tarde noites caírem sem sentido sobre planos fugindo da insanidade real dando a idade que não se tem vestindo roupas que não se pode comprar comprando o que não se quer esquecendo-se de tudo nu e cru alargando possibilidade pensamento e acariciando suas pernas, arrepiando os pelos do seu pescoço, te deixando irada.

Não tente retribuir de volta da mesma forma com as mesmas armas elas já são bastante conhecidas.
Invente suas próprias armas.
Crie. Inove forma de vingar-se, você é boa nisso quando não se faz de vítima.
Jogue pra fora de você, você mesma, faça esse enorme favor faça uma varredura, limpeza.
Jogue pra fora por sua janela tudo que não mais te satisfaz.
Só não se jogue.
A janela é muito alta.
A morte não paga nada não tem nenhuma graça, nem mesmo sua desgraça.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

MENTIRIA

Quem diria e dirá em nome de todos a verdade seja abduzida na palma de cada mão sacerdote ou cristão se desdizia na culpa da verdade, vestida de mentira ao banco sentasse seria.
A tão certa verdade em aperto se abrisse e em rima dizia:
- Sou omisso a e da verdade.
Todos se assustaram. Naquele dia, em que a verdade mentiu.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

MUITO PRAZER SOU O QUERER

Um querer acontece quase sem querer.
É muito mais do que apenas um, são dois, três e às vezes até milhares.
É rasteiro feito cobra, leve feito pluma e quase não se percebe.

Um querer é malicioso se leva sem se deixar levar.
É desconhecido, atrevido emotivo.
É miúdo, carinhoso e físico.
Não consegue passar um minuto sozinho.

Um querer é hospedeiro, livre, vive mudando de lugar.
Não atende por nome.
Não tem telefone, não tem face.
A uns ele agrada, a outros nem tanto.
Tem olhos, mas é através do cotidiano da vivência que ele passa a existir.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

MURO

Meu bem querer, sinto muito mais não lembro de ti, resolvi de uma vez por toda te esquecer excluir parte do meu passado que contenha você e se deixar ser abduzido por um outro alguém. Viver novos dias, remover e atualizar palavras e frases, fazer uma limpeza completa reinventar-me de novo.

Meu bem querer, confesso, ainda penso em ti, é pouco talvez quase nada eu sei, mas já é o bastante para esquecer de mim e se perder por entre multidão e até dentro da roupa que visto.

Meu bem querer, não queria confessar, mas ainda penso em ti, principalmente quando os amigos me deixam e vejo-me perdido desarmado na minha própria órbita, e quando as frases não mais se interam, por vez eu me desintegro no absurdo e espero por cima do muro mais uma vez você voltar pra mim.

sábado, 22 de agosto de 2009

ESSÊNCIA

Não se tem os termos do melhor jeito na melhor forma de te satisfazer, nem daquelas que te alegrava.
O bom dia deixou de ser um dia bom e virou saudação.
Feliz páscoa também.
Feliz aniversário também.
Aliás, faz tempo que não se ouve alguém dizer que é feliz.
Tudo está perdendo o sentido a sua essência, e o pior nem estão dando a sua devida e legitima importância.
Dizem só por dizer.

NADA FOI DITO

Nada foi dito.
Fora os planos
Os desejos a se desejar
Os pedidos
As desculpas
As mágoas
Os sobejos
O universo ou os universos
As oxítonas
O tudo e o nada.
Já que nada foi dito, então o que faltava ser dito?

ANALFABETO

O vento não me deixa ouvir as palavras.
Os livros revoltados gritam de longe, atirando letras em todas as direções.
Decibéis de pontos.
Quilos vírgulas.
Montanhas de palavrão.
Nada ultrapassa a barreira do vento.
Talvez até ultrapasse mas eu não as vejo, do que adianta.
Só agora percebo que o meu ouvido não sabe ler.

RAPAZ COMUM

Eu sou só um. Em cada instante, eu sou o mesmo.
Não derivo. Não tenho derivados a não ser... Esquece! Algo muito mais complexo deve ser estudado por horas e horas como a TV, os anjos, o parlamento. Não me dêem ouvidos, assim não irei não longe e quem sabe eu me assumo como sendo e até encontro coisas comum como ser um rapz comom apenas um rapaz comum ou o melhor pra mim.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

MORTE SÚBITA

Passamos uma vida vivendo pro outro, só pro outro. E um dia quando vamos ver, estamos mortos pra pessoa mais importante, nós.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

VÁCUO

- Se cuida... (Tamires dizia aquelas palavras em bom tom, mas na verdade queria implorar de joelhe se preciso fosse pra que Fernando seu amor de infância ficasse e construíssem uma família. Esse sendo o sonho e uma promessa feita em baixo do juazeiro perto da cancela fincado pelos os dois).
- Você também! (Fernando responde, depois partiu com uma bolsa nas costas sem saber do real sentimento de Tamires para com ele. Imaginava que ela já tinha esquecido da promessa, pensava que ela já havia esquecido dele. Ele pensava que ela era apaixonada por Pedro Henrique, um jovem que sempre vinha da grande cidade passar suas férias na pequena cidade e vivia flertando com Tamires o que deixava Fernando se mordendo de ciúmes)
- Até um dia...Meu amor!
- Até um dia...Meu amor! (ambos disseram baixinho só pra si e desde então nunca mais se viram. Seus paradeiros? Bem, o que se sabe é que os dois ainda hoje guardam um pouquinho um do outro)

EXCESSO

Por confiar excessivamente na certeza é que acabamos excessivamente fracassado.

COMEÇOU A NOVELA

Casualidade no cotidiano?
Não existe, mentira de que diz, falta do que fazer. Inventário, isso sim! Mula sem cabeça, lobisomem, papai Noel. Folclore brasileiro.
Tudo já é escrito detalhadamente muito antes da cena do cenário e do ator.
Não pense que existe espaço pra improviso que não há, tudo está salvo no roteiro. E ninguém tem acesso a ele, e os que já tiveram esse contato já saíram de cena ou viram diretores ou expectadores.

terça-feira, 28 de julho de 2009

SEGUROS

Não idealizo grandes sonhos. Eu.
Pouco risonho.
Eu.
Afronto esbarro nos outros e não os sinto.
Não atinjo planos.
Meus pés não se elevam a tal altura.
Então prefiro fincar-me ao chão. É mais seguro.

AO CERTO

A fumaça era do cigarro. Assim como as conversas não tinham donos e nem mesmo direção. Com isso todos eram culpados, ou ao menos se sentiam. Agora, a melodia vinha dos dedos, dos toques de contra as cordas do violão.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

MANCHETE DE HOJE

Das mortes consolidadas sem ressurreição escrita nas calçadas e nos jornais. Vejo que a vida é a mais frágil de todas.

CÉUS E JANELAS

Janela embaçada do frio, amargo a santidade de algumas horas sem beber nada, desvio do céu.
Garganta aranhada boca seca, telhado molhado.
Me encosto nela (janela embaçada pelo frio)meu ponto de apoio por está fraco, por frio sentir e não por conta da sonolência dada por falta de descanso.
Passo à admirar aqueles que são dotados com a graça do sono, os deuses foram bons com ele, e lembro que um dia fui Janela embaçada do frio, amargo a santidade de algumas horas sem beber nada, desvio do céu.
Garganta aranhada boca seca, telhado molhado. Me encosto nela (janela embaçada pelo frio)meu ponto de apoio por está fraco, por frio sentir e não por conta da sonolência dada por falta de descanso.
Passo à admirar aqueles que são dotados com a graça do sono, os deuses foram bons com ele, e lembro que um dia fui assim.

terça-feira, 7 de julho de 2009

FUNDAMENTO

Duas coisas são fundamentais na vida de todo ser – humano.
O primeiro e o último passo dado em vida.

FAVORES

Um outro dia e meus favores vão embora junto com o lixo, carregado por garis em exercício. Não é desculpa, apena mais um argumento. E os agradecimentos são acobertados por plástico, apagado pelo o escuro da noite, mortos, a queima rouba por uma carteira recheada de dinheiro.

BASTA (suficiente)

Basta você me olhar
que tremo todo.

Basta um sorriso seu
e minha noite logo vira dia.

Basta um carinho seu
e meu estresse vai embora.

Basta um simples "oi" seu
e a tristeza vai embora.

Basta você me dar um único beijo
e pronto, me torno o homem mais feliz do mundo. Se não, um deles.

DOAÇÃO DE ÓRGÃO

Aos doados, a ressurreição, uma nova chance de reviver.
Sacristão, filho de Deus, agora cuide da vida. Ela é só uma, essa é sua última chance.

DE VOLTAR

Quero voltar a sorrir. Sorrir é o que mais quero nesse momento, sorrir é o que preciso.
Quero voltar a sorrir. Não com antes, ao lado, por trás escondido, um sorriso comido. Quero voltar a sorrir junto com o agora cara a cara de frente dente a dente boca escancarada polindo a alma.
Quero voltar a sorrir. Reaprender pra nunca esquecer.

EM NOME DA MENTIRA

Buscamos a todo custo a verdade, mas na verdade não estamos preparado pra ela.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

DÊS AMADO

Constrangido, não sente vontade de erguer a cabeça, anda desde então com suas duas mãos no bolso, chutando latinha, dialogando com as dúvidas seus porquês.
Nunca ergue a cabeça para olhar pro horizonte, não se tem um horizonte, nunca vê nada além dos seus pés.
Não cria novos caminhos não quer caminhar.
Esquece do seu nome, e acaba esquecendo de existir.
Morre. Futilmente. Como suas palavras, todas elas, vazia.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

PROTESTO EM PARTES

O silêncio nunca será tido como resposta. Uma vez que ele não é. O silêncio é e sempre será encarado como protesto.

FARELO

Nas vezes que te esperei, cansei, deitei-me, adormeci.
Nas vezes que menos te esperava, você estava do meu lado, segurando minha mão me prendendo com o seu perfume, pra depois me soltar e recomeçar tudo outra vez.

FEITA A MÃO

Coisas feitas com o coração são sagradas, ganham uma textura diferente mesmo sem que nós possamos vê lá isso é o de menos, basta saber que ela está lá, basta saber como e de onde são feitas.

terça-feira, 19 de maio de 2009

CHEGADA EM ARNEIROZ

Podemos andar por onde for. Pedras, flor espinhos.
Ao chegar em Arneiroz somos sempre os mesmo arneiroenses.

CONTATO

Colecionador
Coleciona, dor.

Armador
Arma, dor.

Agravador
Agrava, dor.

Ventilador
Ventila, dor.

Preparador
Prepara, dor.

Andador
Anda, dor.

Vendedor
Vende, dor.

Mediador
Medi, a dor.

Garantidor
Garanti, dor.

Vencedor
Vence, dor.

DOM

Não há dor maior do que a decepção. Dilacera a esperança, cala o riso, queima a alma, acaba com o gosto da vida, derrete os projetos apaga o amanhã.

DO CONTO AO BEIJO

Mais marcante do que o primeiro beijo só mesmo o último. Isso porque atrás dele se seguiram vários, milhares milhões, dados das mais variadas formas, nos mais diversos locais e lugares.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

UM AMOR QUANDO SINCERO

Um amor quando sincero se doa completamente com suas forças sem temer o perigo sem pensar em receber, sã da certeza.

Um amor quando sincero é valente, não é dotado de grandes poderes, mas mesmo assim encara o mundo se preciso for, busca todos os dias uma nova fórmula de fazer brotar um sorriso no rosto da pessoa amada.

Um amor quando sincero sente a pressa pra agradar, fazer aquilo que o outro gosta, gosta de servir.

Um amor quando sincero guarda o tempo que for preciso à frase “eu sou feliz” para dizer em bom e alto tom.

Um amor quando sincero sente a necessidade de se declarar a todo instante, pois sabe que a cada fração de segundo vivido com a pessoa amada é valioso, e também que aquele momento é tão frágil quanto à saúde de uma criança. A qualquer momento pode adoecer e às vezes até morrer.

Um amor quando sincero às vezes rimas outras vezes não, mora na alma e no coração depende de si só pra sobreviver.

Um amor quando sincero é dono das suas tristezas, vende suas velhas alegrias para juntar e compras novos dias.

Um amor quando sincero se fere para nunca ver outro ferido, se demonstra uma pedra por frente e por trás vira rio desaguado.

Um amor quando sincero confessa o que faz, conversa se desdiz.

Um amor quando sincero nunca é previsível guarda sempre uma carta na manga.

Um amor quando sincero é como uma flor, só desabrocha na hora certa.

Um amor quando sincero revolta-se com tudo a sua volta quando estão brigados. Conciliados até pimenta é doce.

Um amor quando sincero sempre encontra uma maneira um pretexto para está perto.

Um amor quando sincero passa alguns minutos, horas ou até dias distante mas acaba voltando fazendo juras de nunca mais se afastar.

Um amor quando sincero causa dependência forte ao ponto de temer andar só.

Um amor quando sincero tem suas inseguranças ao mesmo tempo em que se sente seguro. Varre seus erros, esconde seus acertos e espalha conselho.

Um amor quando sincero briga, mente, esconde sofre.

Um amor quando sincero não resume a apalavras.

Um amor quando sincero é teimoso, distraído, e às vezes até traído.

Um amor quando sincero às vezes é o primeiro, mas nunca é o único, e sempre termina pra se tornar Inesquecível.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

FORÇA SÁBIA

Mantive a boca fechada por alguns instantes / breve momento em meio a explosão de ira.
Derrotei os inimigos ganhando respeito e admiração aumentando a cota de amigos.

O FAVOR QUE LHE PEÇO

Por favor, me diga,
Diga que me ama não por obrigação ou pelo os meus dotes (mesmo sabendo que não tenho), mas por conta própria sua, e que assume todos os requisitos impostos contra esse amor, e vinga crescente essa vontade de me encontrar ao contrário do que todos dizem.

Por favor, me diga,
Preciso antes de tudo e com tudo, ver esse sentimento. Tão grande que não cabe em uma folha de papel, tão pequeno que se leva pra qualquer lugar.

Por favor, me diga,
Preciso antes de tudo além de tudo escutar, como se define esse sentimento para comigo e depois o declare, declame, derrame-o no leito do rio que vai de encontro ao mar e que as vozes do mundo vejam ele sendo carregando pelas ondas e se calem com inveja desse sentimento que elas nunca serão capaz de sentir.

Por favor, me diga,
Diga que pensam em mim somente em mim todo instante, que não há espaço pra ninguém dentro de ti.

Por favor, me diga,
Tenho que ter a certeza da verdade que venha a organizar os pensamentos da minha cabeça e as horas do dia.

Por favor, me diga,
Preciso antes de tudo e com tudo, ver esse sentimento. Tão grande que não cabe em uma folha de papel, tão pequeno que se leva pra qualquer lugar.

Por favor, me diga,
Preciso sentir a paz vindo da sua voz, mas não revele meus segredos, por favor não condene os medos, as fraquezas. Não me deixe vulnerável aos comentários.

Por favor, diga,
Não esconda as palavras que me pertencem, enquanto eu ensaio baixinho algumas palavras escrita que serão declamadas a você.

Por favor, me diga,
Diga que os seus dias ainda são meus, diga que não os perdi e nunca os perderei.
Preciso muito ouvir, estou aflito com a sua inquietude.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

TRAIÇOEIRA TRISTEZA

A tristeza fica profundamente mergulhada / adormecida sem mágoas ou anseio nas águas límpidas e calmas da alma.
Por dentro do corpo suprindo o doce necta das palavras.
A tristeza é uma serpente de veneno letal.
Não pede licença pra se achegar, não assenta quando chega, entra de cabeça dentro cansada das várias noitadas e adormece até achar outra pessoa pra se hospedar.

ANTONIO CASADO COM MARIA

Antonio não vá embora
Home não faça isso
Home deixe disso
Enquanto tem hora.

E Maria Antonio?
Como é que fica?
Ela fica?
Em, Antonio?

Rapaz escute bem
Você vai se arrepender
Pode até escrever
Digo isso pro seu bem.

Não deixe Maria
Mulher igual a ela não há
Pode procurar
Se fosse você não fugiria.

Homem deixe de lera
Esqueça essa loucura
Volte pra sua figura
Pois você não vive sem ela.

ADOTE UM BEIJO

O beijo que roubaste na noite sem luar na esquina do bar, onde escondeste? Não o vejo por aqui, onde está?

Não precisa esconder de mim, não me pertencia, não era meu. Desculpe a curiosidade, mas apenas quero revê-lo, era bonito de se apreciar, era bom de se apreciar o brilho / formas, com isso eu perdia tardes, afazeres compromissos.

Pedia pra não sair de lá.

Esperava um dia criar coragem e o pegar, embrulhar em pano de seda, guardar na quarta gaveta do guarda roupa, e quando nas noites de insônia colocá-lo bem devagarzinho junto aos meus e descobrir o seu verdadeiro encanto.

O beijo que roubaste na noite sem luar na esquina do bar, não foi realmente tido como roubado, afinal estava em oferta, exposto para quem o quisesse.

NORDESTE DE PREÇE

Pobres nordestinos afilhados de Padim Ciço Romão, povo sofredor desde nascença, suado do trabalho sol a sol, arquiteto da experiência.

Sofrem com a cheia da seca, sofrem com a cheia da chuva, lamentam o não viver, enfrentam tudo isso com orgulho e bravura plantando em seu seco rosto resistente, um inverno de sorriso.

Mas Quanta ironia são meros humanos. Humanos acreditando no inacreditável tornando possível o impossível.
Nordestinos, como sempre, obrando milagres.

terça-feira, 12 de maio de 2009

POR SUA DESGRAÇADA CAUSA

Toma aqui de volta o seu apreço, mulher de muitas caras
Antes que minha cara ganhe um preço e as verdades virem pretexto
por sua desgraçada causa.

E cause algum desmantelo, enfiando a culpa na ilusão,
Corte os pulsos raspe o cabelo ou toque pandeiro
Por sua desgraçada causa.

O mundo se revoltou comigo, cada vez mais me sinto distante
Os meus Amigos viraram inimigo, me encontro fugido
por sua desgraçada causa.


Não tentarei suicídio, com a corda no pescoço
Nem farei nenhum sacrifício que traga pra mim malefício
por sua desgraçada causa.

Tantas vezes já caí, não vou cair nunca mais,
Carne sem sal no almoço comi, jogo com os amigos perdi
por sua desgraçada causa.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

VÁRIOS, HUMANOS

Somos um ao invés de vários
E muitas vezes somos tachados de nada.

Somos vários ao invés de um
E ainda há quem diga que não valemos por um.

Somos todos em nenhum e nenhum em meio a vários.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

AO IN - VERSO

No inverso da versão de cada palavra escrita no verso da folha,
O sim e não ficam se batendo disputando espaço a vez de aparecer na resposta.

ZÉ DA SERRA (a saga)

Eita cabra valente e maxo
Esse tal Zé da serra
Meteu a faca nos fato
Bem no bucho da terra
Foi grande o arranca rabo
Mais parecia com guerra.

Zé tava muito zangado
Com a zoada vindo da festa
Ainda por cima foi ferroado
Logo no meio na testa
Chegou no salão agoniado
Mandando que parassem com a festa.

Zé da serra se danou
Empunhou a faca na mão
Ninguém se aproximou
Com medo daquele cabrão
Quem dançava logo parou
Pra ver Zé enfiando a faca no chão.

Zé da serra é cabra brabo
Revoltado metido a brigão
Enfrenta até Cabo
Policia, tenente capitão
-Até em policia eu bato
Meta a besta pra eu descer a mão.

Nunca vi Zé perder
Nem uma de suas briga
Confusão gosta de viver
Tem o dom pra arrumar intriga
O homem não teme morrer
Nem de dor nem de fadiga.

Zé é temido e respeitado
Por sua história de violência
Leva o nome de desgraçado
Mata sem dó nem penitência
Cabra que não fica calado
Some sem deixar evidência.

domingo, 3 de maio de 2009

LUGARZINHO VÉI ESSE

Lugarzinho véi esse, perto de Juazeiro do Norte e longe de Nova York.

Lugarzinho véi esse, definido por três coisas como sendo as mais importantes, um delegado, um prefeito, um padre.

Lugarzinho véi esse, onde todos se cumprimentam se conhecem, filho de quem, pai de quem, casado com quem.

Lugarzinho véi esse, onde habita a fé a esperança nos Santos e ainda existe procissões, ainda se acredita nas promessas.

Lugarzinho véi esse, onde os passos ainda são dados sob calçamento.

Lugarzinho véi esse, quando morre uma pessoa abre-se uma enorme cratera no dia-a-dia de todos.

Lugarzinho véi esse, cheio de crenças mitos, onde o povo cultiva o privilegio de sentarem nas calças para conversas e desenterrarem lembranças.

Lugarzinho véi esse, onde tudo é perto de tudo, e quando toca o relógio às dez horas da noite quase todos já estão dormindo.

Lugarzinho véi esse. Ainda teima em existir / resistir.

SO-NHO

Sonho não contado arquitetado há muitos dias dormindo, calculado dividido, só. São sonhos. Os mesmo em que se acorda, senta na cama, passa a mão na cabeça, cabeça baixa e se diz: Foi só um, mais um sonho.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

VERSINHO MOLHADO

Sereno, sereneia andas, vindo de lá
Sereno, sereneia venho a-te-ajudar.
-Guardas tu, a ajuda, que já sei molhar.

VELHAS NOVIDADES

...as novidades que me achegam nas embarcações, se chegam é com atraso velhas enfeitadas com telha de aranha, rosto estragado pelo tempo, e se chegam não traz novidade, viram um coisa qualquer.

terça-feira, 28 de abril de 2009

A INVEJA DE UM HOMEM ENCANTADO COM O PÁSSARO.

Adorável pássaro adoraria como tu e com tu explorar os espaços do livre arbítrio sem nunca precisar pousar em solo firme.
Adorável pássaro adoraria como tu e com tu satisfeito provar do feito de um dia ser pássaro.

INSPIRAÇÃO RES-PIRAÇÃO

Janela enquadrada as quadra da vida, comida a risca colhida no chão, palavrão sugere palavrinha miudinha, branquinha de peso ileso sente, frente a porta entorta a boca forca, laço desembaraço, traço o passo, faço nascer crescer respeito, feito no peito opinião.

TRIPULANTE DO VENTO

Agora pouco ainda era carne na indigesta realidade, feridas incuráveis, constantes amarguras,
Costas pesada comboios de problemas endividado com a vida de frente pro mundo, mundo danado da vida por não me chamar Raimundo.

Abandono o nome, o meu, o que eu era, o que tinha significa e, deixo a terra erguendo um velho sonho de criança rabiscado em uma folha de papel, voar. Asas, impulso fazem parte do meu sonho. Sou pluma, leve, me deixo levar pelo o vento, por me sentir afadigado pelas preocupações, espremidos pelas contas a serem pagas, amassado pelo o titulo de cidadão, identidade, CPF, impostos, cabelos brancos.
Ganho um novo nome Ícaro, a mando dele o senhor vento, tripulante.

Subindo... assumindo novos comandos. Coordenadas tripulantes, coordenadas,
Ancorar pra que? A brisa está forte o céu limpo, ar agradável, tudo indica que teremos hoje um vôo tranqüilo. Então desfrutem-no, desfrutem-no.
Sinto o valor da respiração coisa que há tempos não sentia, desprendido. Arrependido? Jamais, ainda não encontrei e nem espero encontrar espaço no vocabulário para essa palavra.
Não recebemos ordem do tempo por aqui, basta esquecer-se de lembrar e tudo se resolve é mágico.
Para quem dizia que eu nunca conseguira?! Aí está, basta olha pra cima e verás.
Um ponto vermelho céu, minha localização. Sonharás mundão, sonharás, agora distante do seu pesadelo.

UM JARDIM FEITO POR VOCÊ

Em meu jardim permanece fincado o perfume da única rosa vermelha plantada por tuas mãos. Espalhando por toda vizinhança a fragrância da lembrança, quem a sente recorda em um instante de tudo já vivido, desde adolescência até os dias de hoje.
E por vez eu a rego sempre nas manhãs que desperto pensando em você.

BEIJOS E FRUTOS

O seu beijo amada, o quero, dai-me, quero plantá-lo e cultivá-lo para que dele nasça uma enorme árvore e da mesma brote milhares de frutos do seu beijo, para que assim eu nunca fique órfão deles.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

LÚCIO

O amor de Lúcio é lúdico
Não causa independência
Não tem procedência
Nem se tenta matar.

É um amor próprio
Repleto de melancolia
É baixa sua melodia
De tanta fraqueza que há.

Nada se dar por ele
É grande na sua alegria
Sereno e quieto de magia
Não se vê motivos pra chorar.

É alegre demais pra ser amor
Intrigas não vem a causar
Viver só do puro amar
Acima de toda condição.

É grande demais pra ser paixão
É bondoso e amigável
Todo sempre durável
É de cedo abusar.

Quem vê até se admira
Com tanta compreensão
Ternura e compaixão
Atribuído em um homem só.

Lúcio é um rapaz apresentável
Dotado de gentileza
Sua fundamental beleza
É a educação.

Dar toda e qualquer atenção
Não gosta da amada se afastar
Não se cansa de grudar
Em nenhum instante se quer.

É impecável o seu romantismo
Sem causar motivos pra ciúmes
Vira sem querer costume
Acaba como outros no poço da rotina.

ENCRUZILHADA

Dúvidas, só tens a lamentar,
O pensamento manda seguir a intuição,
A intuição pede pra seguir o pensamento.
E não se chega a lugar algum.

MEU AMOR FOI EMBORA

Meu amor foi embora
Pras bandas de além mar
Se tivesse um barco agora
Ligeiro eu ia te buscar.

Meu amor me deixou
Partiu cedinho sem avisar
Com cuidado da cama levantou
Acho que com medo de me acordar.

Meu amor sumiu
Sem deixar nenhum recado
Aporta devagarzinho abriu
Enquanto eu fiquei lá deitado.

Meu amor desapareceu
Nem lembro onde estou
Não lembro o que aconteceu
Só sei que ela me deixou.

Meu amor me desprezou
Pegou as malas e se foi
E com ela levou
As roupas, perfume o abóio.

Meu amor que lindo
Ligou avisando que vai voltar
Já vem a ladeira subindo
Eu vou logo correndo te buscar.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

ESQUECER, CABE A CHAVE

Recordações, todas, as guardei sem trancafiá-las temendo perder a chave e perdê-las, e ter que crescer e por nunca procurá-las e nunca conseguir sentir saudade acabar em um fim ter que sumir mentir para cada tristeza, para as estrela nos momentos só e esquecer de revê-las.

ACONTECE NAS LEMBRANÇAS

De um certo tempo me lembro tenho essa vera lembrança, em que pra ser feliz bastava ter um amor.

III MELHOR

Melhor vive hoje,
aquele que menos fala,
menos se expõe,
aquele que menos se dedica ao outro.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

HOLOCAUSTO E ANITA

Um holocausto de rima
E Anita ainda brinca
Com suas mãos estendidas
Corroendo as feridas
Da sua pouca idade
Fruto caído da vaidade
Moça linda e garbosa
É tempo pra toda prosa
Pra paixão ensaiada
Até reza calada
Querendo o pecado evitar
Sem querer se julgar
Por ter chagas abertas
Mentiras incertas
Suja com pó de areia
Livre Anita se esperneia
Cai, rola pelo chão
Chora ao ver o clarão
Do sol sem costume
Seus olhos alumia feito vaga-lume
Quando encontra com a lua
Perfeição igual a sua
Não se vê em nenhum lugar
Anita vive sem sonhar
Contida com sua inocência
Padecendo na existência
De nunca poder pecar.

terça-feira, 14 de abril de 2009

OFERTA

Um cigarro?!
Não. Obrigado! Tenho um rumo.

FITAS DE ÍRIS

E lá em cima são os laços aprendendo perdendo o medo de voar, vão fitas de cor, cores um jardim, imaginação soprada ao léu, quase um céu, tocando o impossível imitando arco-íris em ar livre.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

AMÉM NORDESTINO

I
Ajunte as coisas Maria
Hoje mesmo vamos nos mandar,
Já chega dessa agonia
De não viver e só chorar.

II
Amontoei tudo que puder
Roupas, brinquedos farrinha,
A bicicleta venda se der
Venda também ovos, ovelhas galinha.

III
Amarrei o fiel cachorro
Lá no tronco grosso do juazeiro,
Me despedi do pambo roxo
E o soltei na mata do mameleiro.

IV
As passagem comprei
Pro Sul vamos nos mudar,
As terras que conquistei
A contragosto vou abandonar.

V
Vou partindo e pra trás deixando
Todo um sonho a vivencia uma história,
Me arribo parto chorando
Derramando lágrimas de glória.

VI
Vamos com fé e esperança
Deus há de nos ajudar,
Tenho nele a plena confiança
Que tudo vai melhor.

VII
Com calma vamos chegando
Emprego vamos procurar,
Em casa e casa buscando
Insistindo, teimando até achar.

VIII
Viveremos uma vida de alegria
E muita satisfação,
Trabalhando dia-a-dia
Tendo bastante remuneração.

IX
Ganhar bastante dinheiro
Passear, muitas roupas comprar,
Dentro de casa ter um banheiro
E seu sonho Maria realizar.

X
Comprarei uma grande TV
De 1.500 polegadas,
Pra assistir o que querer
Novelas, filmes e mulheradas.

XI
Nossos filhos na escola
Aprendendo a ler e escrever,
Sem precisar pedir esmola
Sempre tendo o que comer.

XII
Viver como todo cristão
Filho de Deus nosso senhor,
Repartindo o pão
Dando o seu devido valor.

XIII
Nunca esquecer do sertão
Da terra deixada com dor,
Um dia voltaremos ao torrão
Mas por hora eu num vô.

XIV
Todos os dias antes dormir
Rezar pra agradecer,
A Deus por não nos deixar cair
E a família junto crescer.

Amém.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

ENGANO

Quem não se engana, uma vez, será enganado.
Quem não se engana, nunca será completado.
Quem não se engana, não, nunca será amado.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

ESTRADA

Andai-me eu, na confusa estrada
Levado a passos soltos.
Compreendi a estrada, e fiquei confuso.

Andai-me eu, na confusa estrada
Levado a passos soltos.
A estrada quis me compreender,
E ela voltou a ser confusa.

MASOQUISMO (a verdade sobre os poetas)

Poeta, carniceiro da vida,
Masoquista.

Sua maior honra é servi a dor.

Não cura as feridas
Não roga suas paixões.

Para se tornar, poeta.

Assim queira, seja.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

TEIMOSIA DE CADA UM

Teimosos,
Como são teimosos esses meus olhos
Que ficam a toda hora buscando rastreando até te achar bem na janela.

Teimosos,
Como são teimosos esses teus olhos
Que insulta os meus deixando-os perdidos, despeço quando não cruza com os teus.

PROJETO SONHO

Na cama que se dorme
Vários são os sonhos que se tem
Poucos são os que se realizam
Culpa da vontade
Pequena às vezes nenhuma.

NÃO ESQUECIDO

Tudo que fica
Na noite sem luar
Não apaga-se depois da cama
Vive acordado.

SE VÊ (não é um direito de julgar)

Com um olhar, tu, julgas...
Às escuras
Ás que distante vem
Confiando nas indefesas fracas
Que não se vê,
Tornando-te fraca
Não tens esse direito.

De tudo não se aproxima
Teme o melhor vê
Teme o erro de não assumir
Some.

Nome rosto
Coisa pessoa.

Prefere à distância julgar.

SE CANSA

Dia quieto, cansa só de acordar,
cansa balançar,
se cansa de tanto cansar.
Cansa de tanto bocejo da preguiça de nada fazer.

PARA VENCER O MEDO

E dos vários medos que tive quando criança aprendi uma coisa essencial,
Conheça-o, estude-o para vencê-lo.

OLHEM ESSE RAPAZ

Olhem esse rapaz...
é um pequeno em altura
de um sertão belezura
é um Ícaro desengonçado
um nordestino arretado
sem asas, e claro sem penas
esse é um ator de muitas cenas.

Um Arneiroense de primeira
Um Caba da prosa ligeira.

Me lembro daquele tempo na calçada
desse rapaz e uma boa gaitada
recordo do que um dia fui e como errei
tentando acertar pro que eu serei
e é por essa amizade que sorrio
cheio de alegrança e com muito brio.

Num tem muito mais o que falar,
e pra minha fala poder encerrar
Hoje posso dizer que sou feliz e pleno
por ter um amigo, como esse Ícaro Renno.
(D. Arthur)

segunda-feira, 30 de março de 2009

MENINA DOS MEUS VERSOS

Espero poder lê quem sabe um dia se você permitir esse verso que fiz pra ti na simplicidade da vida sem muita riqueza poética.

Verso tímido, quieto verso, feito as custa da luz da lamparina, um lápis de ponta quebrada sem borracha na noite de ventos bagunceiros debaixo da agoniada barraca no quintal e muita inspiração.

Cadente no brilho colorido de cada estrela e piscaste perante esse céu sem dono, avisto os rabiscos das recordações do primeiro lugar na primeira vez que a vi.Deus existe sim, pensei com os pensamentos inquietos por ver uma beleza tão viva debaixo do sol quente daquele sertão.

Desde então, sorriso bobo surgem sem querer sempre, quase no rosto, meu rosto.
Te mando embrulhado a este papel o sopro do meu assobiar as melodias que trará nos grito do silêncio o canto do cárcere que nunca mais vivi, graças à paisagem pintada pela a mão de alguém que não quis se identificar aonde ela mulher vindo das colinas é você e aquele homem com o balde nas costa perto da árvore sou eu.
Defino-me como rosto.
Abro todos os versos e a camisa pra ti, espalho todos eles por aí sem sentir medo despeço corro rápido pra mais longe possível até cansar fazendo poeira para quem se aquieta nesta hora quieta em varandas fumando seus cachimbos admirando o som vindo das matas.

Do tempo gosto, gasto, gastei hipotequei.
Dinheiro rasguei, nomes me deram, se dane.
Me preparei pra ti, reneguei a mim.

Rastro luz de vela andei,
vela sem luz usei, e pude enfim me contentar...ar...Contentar em ver os teus dentes branco se mostrando por trás dos lábios sem muita pressa, quando na gentileza ensinada por sua mãe passa quase nos esbarrando e ao cumprimentar diz bom dia! Dia mais feliz não há. Há sim, quando da porteira avista-se nas graças da lua clara seu balanço da cadeira menina serena, recebendo das deusas da natureza, feitiços que a deixa mais encantadora quanto à lua essa que de ciúmes e mimado por sentir falta de Jorge acaba se esconde por trás das nuvens fazendo escurecer os olhos e a noite, e da nuvem a lua num sai até que o sol venha iluminar os caminhos desse sertão que leve-me a você, inspiração pros meus versos.
Versos, da minha, inspiração.

CRESCE CRIANÇA

Quando se é criança o que mais se quer é que o tempo rápido passe para crescer,
Quando se cresce o que mais se quer é que o tempo volte para ser de novo criança.

CARROSSEL

O céu gira
Gira prédios
Carros giram
Gira quem está ao redor
Olhando, gira.
Estou ficando enjoado.

UM REALENGO DE SAUDADE (em uma conversa a dois pontos de vista)

As lembranças de outrora na manhã de hoje, as das alegrias na tarde do ontem e as carregadas pela seca da memória sempre nos fazem chorar, não que sejam elas ruins o que nos faça mal, mas sim porque aqueles momentos não pertencem mais ao nosso momento.

FINDOU-SE

Na verdade é saudade mesmo espelhado a luz no olho tão bem dramatizada na admiração aprofundada em cena dos atos na face daquele personagem aprendendo atenção dos que resistiram aos poucos minutos desde que o espetáculo se iniciou. Mundo dos atores facetes da vida bem dividida, alguém no meio da multidão disse.
Vamos é hora de cumprir a tradição, levantai e cordialmente aplaudam forte como se tivesse terminado. Ausência dos aplausos por ignorância presos no bolso incomoda,
ou talvez estejam eles escondendo-se. Esqueça, já é o fim não vê? As cortinas de cor de vinho se fecharam e mesmo sem aplausos vamos embora. Findou-se.

ALGUÉM LEMBROU (Coisas da infância)

Ficar na rua até não sei que horas...

Correr dos lobisomens

Do beco dos murturros...

E ficar desenhando besteira...

Subir a serra.

Lembrança boa, faz rir com gosto de lágrima.

SÚPLICA DE UM MAL AMADO

Mão de um mal amado
Unhas cor de chão
Chão no rosto
Rosto de carvão.
Encanto sumindo com ela
Sumindo / ela
Ela.
E ela?
Impeça - na / peça- a que volte
Levanta do labirinto de jornais
Leve as interrogações
E deixe
eu a chamo,
Um nome
Dei-me um nome
Ou então um chão.
Melhor...
Dei-me ao chão.

sábado, 28 de março de 2009

LEVE

A voz quis faltar, falhar, julgar substantivos predicados perfeito ou não, e sujeitos com a terminação em ar.
A voz quis faltar, falhar, parar desistir no meio do caminho, não deu, o grito seguiu enfrente, abafou a voz e desabafou no ar as rancorosas mágoas.

ERA CARNAVAL

Marços que virão
marços curarão as tristezas de fevereiro mantidas todas elas atordoadas com os confetes os gritos embriagados e as bandinhas com suas marcinhas encantadoras.

sexta-feira, 27 de março de 2009

AMOR DESCARTÁVEL

Percorremos mundo espaços em busca do amor ao ponto de quase perder a vida nessa busca tão crucial, travamos grandes guerras e a vontade é tanta que às vezes até as vencemos, não medimos inimigos, não vemos obstáculo movemos qualquer coisa desde montanhas até o mar se preciso for, passamos a acreditar em nós e ganhamos com isso identidade. Isso tudo para quando o encontramos e depois de um tempo de uso o deixarmos partir sem maiores esforços e ao vê-lo partir nos sentirmos e sermos derrotado.

AO ENGANO TEU

Não estais aqui, engano meu pensar que nas altas horas da noite viria seu beijo e quem sabe você, é você preencher os metros de sobra nessa casa, repreendo o seu perfume pairado solto na noite assombrado pelo o fantasma de não poder sonhar.

SUICÍDIO (sentimento também se matam)

O sentimento que fluoraria segundo as expectativas, afogou-se derramando sozinho as lembranças que se tinha em forma de fotografia. Não celebrem nada ou coloquem flores em seu túmulo, saibam que suicídio é pecado.

AS FOLHAS (A Chuva vai cair)

As folhas já vão começar a cair do alto do juazeiro com a força do vento, e Preta teima em não querer levar teu guarda chuva que em tempos de seca leva o nome de guarda sol.

RUA (a proposta)

Na rua só nela te darei uma lua das diversas que antes já havia prometido ao encontro das minhas mãos com outras,
Na rua só nela te darei uma constelação de estrela dessas que devo a muitas outras.

RAIZ

Como era tarde a tarde que se percebia por dentro do olho entre brechas de janela e ganâncias martirizadas pela cor daquele dia preguiçoso que se preparava pra chover horas derrubar minutos esses no semblante do pensamento bem no meio dos pés que não deixa calar,tudo se tornava contraditório nada se falava com o vôo dos pássaros subindo e descendo ambos em sincronismo surreal e só se escutava um leve bater de asas e sussurros da extremidade que não se media diante da transfiguração assim mesmo continuada roendo o resto das unhas escavando estradas sentindo os corpos soletrados em sílabas pela boca molhada no cuspo de tanta força sem necessidade alguma para essa sua pronuncia, caído, cheirando o cheiro perfumado que só as rosas têm quando espera a raiz, de que? Não se sabe.

segunda-feira, 23 de março de 2009

CONSOLO

Consolai sem apego
o descontentar
a faca de dois gumes
atrevido ardente
cá dento,
erguido depois
das várias chances
que perdi de te perder.

COMPOSIÇÃO

E é isso,
Dentro de mi,
de dó
de tu
de nós
Soa notas
De tantas que se transforma em canção.

domingo, 22 de março de 2009

Seu Magalhães

Dividindo com cuidado as utopias em migalhas, passa por despercebido a passagem de um certo Magalhães na frente do terreiro, um senhor que em certos tempos de padroeiro sai em porta e porta batendo pedindo uma ajuda em esmola aos de bom coração em nome de Cristo Rei. Com canções de reis, e rimas segue seu caminho pedinte em um ato de fé e esperança, essa resguarda para poucos como o Seu Magalhães.

PARTIDO

Partido
Parto
Partido
Indo,
Parto
Partindo
E
me
indo
Parto.

sábado, 14 de março de 2009

SE DIZ PROMESSA

Que seja esse só mais um dos vários tempo que nos leva a uma breve passagem pelo o inferno minha querida de cabelos loiros, tempo que sempre damos um ao outro quando sentimos cansados depois de uma brevê discussão media por duras rotinas. Falta de palavras, mentiras acusações sempre são usadas como desculpas atingidas pelo o ódio para fugir dos assuntos impostos na causa para se entrar longamente em uma briga.
E se não for mais um dos vários tempos minha querida, saberemos que diante das promessas feitas em uma calçada escura próximo ao um orelhão azul se transformou no que o próprio nome diz, promessa.

A ESCRITA

Somos cobaias do amor ó menina,declame essas palavras inúteis para outras pessoas,
repasse para quer quiser ouvir e acreditar.
Procure aceitar isso,não passamos de ratos e seremos sempre ratos,cada vez que olhos se cruzarem,cada vez que mandarmos bombons com frase para alguém cara vez que pensarmos dia e noite em alguém estaremos nos condenando a uma sentença, estaremos nos condenando a virar ratos. E diferente deles acabamos só, quer queira ou não.

sexta-feira, 13 de março de 2009

CANTO O CANTO

Canto o canto da natureza
E suas riquezas
Sem enrolar.

Canto o canto da bola
Tudo que rola
Eu posso cantar.

Canto a sinceridade
A liberdade
Que vontade que dar.

Canto a esperança
A criança
O gosto de brincar.

Canto o canto dos oprimidos
Dos escondidos
Que vão cantar.

Canto o canto do gueto
Do medo
Do falar.

Canto a verdade
A igualdade
Do proclamar.

Canto o julgamento
Do lamento
Sem condenar.

Canto o canto do pensar
Do embolar
Do mudar.

sexta-feira, 6 de março de 2009

INQUIETUDO

Alma de vidro, corpo transparente mente fresca de lê bons livros, poemas, quadrinho, turma da Mônica, Xuxa nada relacionado com a vida.
Se joga fora, pra fora só se for de casa, licença pra rezar um bom poema ou uma boa oração algo que acabe com essa inquietude por não ter nada pra fazer, cadê os barulhos das buzinas dos carros? Cadê as pessoas caminhando apressadas estressadas cada qual com seus problemas?
Sinto falta da inquietude de um outro lugar.
Tudo sujo, tudo está sujo como os copos as paredes os pratos na pia ainda por lavar falta coragem e uma mão ou que alguém se levante e se fazia em alguém alguma coisa por entender, compreender.
E me repito a dizer: Sinto falta da inquietude de um outro lugar.
Refiro-me a incertezas.
Nada a mais pra se aturar, nem pra mim e nem para aquela mente quieta no canto com um lápis batendo contra a cabeça carregando pra si e consigo loucuras indeterminadas pra se contar na hora de dormir, imagens perdendo a cor, a cor perdendo a lucidez a lucidez se perdendo.
Cada um é cada um e isso não nos faz ser o valor que falam por aí.

FRANCISCA, JOÃO, EU O JARDIM SECRETO E A ESPERA.

E se queres por algum motivo bobo esperar por ele aí sentado nessa pedra Francisca a beira da estrada que segue para algum lugar pra longe daqui, que espere! Faça suas insaciáveis vontades, e se quere realmente saber, sim, gosto da sua companhia mesmo quando tenho os outros.
Usei os mais diversos argumentos, como se as palavras adiantasse alguma coisa, para aquela menina que antes cultivava no jardim de seu coração um sentimento fiel a mim, e por vez eu não o cultivei e hoje sou eu de cuidar desse jardim. E nada adiantou como eu já previa.
E por algum motivo não muito obvio para mim, Francisca ficou sentada na pedra a beira da estrada esperando por João que por telefone comunicou que iria chegar às 15:00 daquela tarde quente do mês de março. Já passava das 16:53 e mesmo com os meus argumentos, mesmo com o mundo contra ela, ela ficou lá, lá eu a deixei me fui, com o arrependimento pegando no pé e pedindo pra ficar, ela nem pediu pra que ficasse, talvez não me quisesse ali. Fui, aquilo já estava fora do eixo acobertado pela a razão, sabia eu que iria anoitecer e João não viria, aquilo não passaria de mais uma promessa desfeita por ele, mas deixa pra lá, chegará uma dia em que Francisca abrirá os olhos, assim como eu. Ou não.